A decisão da Sony de encaminhar o PlayStation para um futuro cada vez mais digital ganhou um novo capítulo no Brasil. Depois do anúncio de que a fabricação de jogos em mídia física deve ser encerrada nos próximos anos, a deputada federal Erika Hilton (PSOL) pediu que a Secretaria Nacional do Consumidor investigue a empresa.
Na avaliação da parlamentar, restringir a compra apenas ao formato digital pode representar prejuízo ao consumidor e levantar dúvidas sobre a preservação de direitos já garantidos pela legislação brasileira. O pedido mira justamente a possível incompatibilidade da medida com o Código de Defesa do Consumidor.
O debate ocorre em meio à transformação do mercado de games, que há anos vê serviços digitais ganharem espaço sobre discos e cartuchos. Ainda assim, a mudança da Sony provoca resistência entre jogadores que valorizam a posse do produto, a possibilidade de revenda e o acesso sem depender integralmente de plataformas online.
Agora, cabe à Senacon analisar se há elementos para abrir uma apuração formal e verificar se a estratégia comercial anunciada pela Sony pode afetar a relação de consumo no país. Enquanto isso, a discussão reacende uma questão central no entretenimento: até que ponto a transição para o digital beneficia o público e quando ela passa a limitar escolhas.