A falta de motoristas profissionais voltou ao centro das atenções no transporte rodoviário. Um novo relatório da International Road Transport Union (IRU) indica que a dificuldade de contratação não apenas persiste, como vem se agravando em diferentes países, inclusive fora do Brasil.
Segundo o levantamento, o problema já aparece como a maior preocupação de boa parte dos operadores analisados. O cenário combina demanda por transporte em patamares elevados, envelhecimento da força de trabalho e menor entrada de novos profissionais na atividade, o que amplia o descompasso entre vagas abertas e candidatos disponíveis.
Na prática, a escassez de mão de obra afeta diretamente a capacidade das empresas de manter o ritmo das operações, cumprir prazos e sustentar o crescimento dos negócios. Em um setor em que a previsibilidade é decisiva, a dificuldade para formar equipes tende a se transformar em pressão adicional sobre produtividade e custos.
O relatório da IRU também reforça que o tema deixou de ser pontual e passou a representar um desafio estrutural para o transporte rodoviário em vários mercados. Para operadores e embarcadores, o debate agora vai além da contratação: envolve retenção, qualificação e condições para tornar a profissão mais atraente e sustentável no longo prazo.