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Esqueça o gelato italiano: Biju Mani chega a Pinheiros provando que o Brasil é soberano também na arte de fazer sorvete

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Em Pinheiros é possível encontrar lojas descoladas, restaurantes disputados e algumas das sorveterias artesanais mais queridinhas de São Paulo. Agora, também dá para conhecer a Biju Mani, mais uma casa dedicada ao sorvete — porém, com sabores diferentes de qualquer “gelato” que você já provou. Em vez de reproduzir apenas sabores clássicos dos sorvetes italianos (os tais gelatos), a casa aposta em combinações fortemente brasileiras. É o caso, por exemplo, do Brigadeiro de Gengibre. Há também o Gianduia de Castanha de Caju, que substitui a avelã pela noz 100% nacional. Sem contar no sabor Appia, feito com a cerveja Colorado, o qual rendeu à sorveteria o 10º lugar no Gelato Festival World Masters 2026, considerado o “Oscar” dos sorvetes artesanais. Sabor Appia, que ficou no Top 10 da competição mundial 'Gelato Festival World Masters 2026' - Imagem: Reprodução/@bijumani Todos os sabores da casa são criações autorais de Guilherme Geraldini, chef sorveteiro à frente da Biju Mani. Após quase cinco anos em operação na Cidade São Francisco, bairro na divisa entre Osasco e São Paulo, a sorveteria chega à rua Matheus Grou com três novos sabores sazonais: Curau, Arroz Doce e Torta Paulista (feita de amendoim com crocante de castanha-do-pará). Junto a eles, também estão na vitrine Doce de Leite com Cumaru, os veganos Jabuticaba e Morango, além dos clássicos de Baunilha, Chocolate ao leite e Flocos (mas sempre com insumos de origem nacional). Imagem: Divulgação/Marina Pessoto Biju Mani: a sorveteria que não quer ser gelateria “A Biju Mani nasceu por um desejo meu de mostrar ao povo brasileiro que a sorveteria brasileira também pode ser admirada e valorizada”, afirmou Guilherme Geraldini para o Seu Dinheiro Lifestyle. Nova unidade da Biju Mani em Pinheiros - Imagem: Divulgação/Marina Pessoto A inquietação veio de uma percepção de mercado do chef: “Poxa, o Brasil é um país riquíssimo de matéria-prima, de produtores, de cultura... E eu não via isso refletido na vitrine das sorveterias", afirmou. Daí veio a Biju Mani, que reuniu o desejo de Guilherme de empreender junto ao propósito de elevar a cultura nacional. O nome do negócio já é exemplo disso: “biju” faz referência ao biscoito doce e quebradiço de origem indígena. Já “mani” deriva da mandioca, ingrediente nativo e altamente presente na cultura alimentar do brasileiro. Chef sorveteiro Guilherme Geraldini - Imagem: Divulgação/Marina Pessoto Essa visão também explica por que a marca evita a todo custo se denominar como “gelato”. Não se trata de rejeitar técnicas estrangeiras, mas de não prender a identidade da casa a uma tradição específica. “Primeiro, acreditamos que gelato e sorvete são a mesma coisa. E segundo, na Biju Mani, mesclamos técnicas de diferentes escolas: há referências do gelato italiano, do creme glacê francês e até de preparos mais próximos do ice cream. Mas o objetivo final é encontrar uma linguagem própria e brasileira”, ressalta Guilherme. A casquinha artesanal, por exemplo, ganhou uma versão vegana com cumaru amazônico. Além disso, os sorvetes não levam corantes nem conservantes artificiais. Um Brasil na casquinha Casquinha de sorvete Biju Mani -Divulgação/Marina Pessoto Um dos diferenciais da casa é o trabalho com frutos nativos. No passado, a casa desenvolveu o sorvete de uvaia, fruto comum da Mata Atlântica “que muita gente nunca tinha experimentado”, segundo Guilherme. Mas a defesa da brasilidade não se limita ao sabor. Ela aparece também na experiência da casa, da trilha sonora formada por artistas brasileiros à escolha dos fornecedores e ingredientes. Cafés e salgados assinados pela chef Iza Tavares, da Iza Padaria Artesanal, ampliam o cardápio da cassa com pães de queijo e empanadas. Nos bastidores, a marca também tenta aproximar o discurso da prática. A maior parte dos insumos é produzida internamente ou comprada de fornecedores locais alinhados a valores de sustentabilidade. O cuidado ambiental aparece ainda no uso de bioembalagens. Por dentro do sabor de sorvete que ficou entre os 10 melhores do mundo Guilherme Geraldini junto ao sabor Appia na final do Gelato Festival World Masters 2026 - Imagem: Reprodução/@bijumani Entre os sabores mais emblemáticos da casa está o Appia, eleito o melhor sorvete do Brasil e décimo colocado no Gelato Festival World Masters 2026. O sabor, no entanto, não nasceu para a competição. Guilherme Geraldini explica: “na verdade, ele foi lançado em 2022, quando pensei em criar um sabor alcoólico para a campanha do Dia dos Pais. A partir disso, aproveitei para homenagear Ribeirão Preto, cidade onde nasci, usando a cerveja de trigo e mel Appia, da Cervejaria Colorado (que também é ribeirão-pretana)”. Com o tempo, a receita foi sendo aprimorada. Hoje, além da cerveja artesanal, também leva mel de abelha sem ferrão (uruçu nordestina), raspas limão-taiti, caramelo salgado e macadâmia torrada. Além do Ápia, Geraldini recomenda outros dois sabores para quem visita a casa pela primeira vez: brigadeiro de gengibre e gianduia de castanha de caju. Outro sabor citado pelo chef é o Havaiano, receita que leva chocolate branco caramelizado, geleia de abacaxi e infusão de laranja Bahia. Vitrine da Biju Mani de Pinheiros - Imagem: Divulgação/Marina Pessoto Biju Mani Endereços: Rua Mateus Grou, 306 – Pinheiros | Av. Dr. Martin Luther King, 2228 – Cidade São Francisco Valores: 1 bola, a partir de R$ 18 (servidos no copo ou na casquinha da casa). The post Esqueça o gelato italiano: Biju Mani chega a Pinheiros provando que o Brasil é soberano também na arte de fazer sorvete appeared first on Seu Dinheiro.
Artigo originalmente publicado em www.seudinheiro.com
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