A Starlink, empresa da SpaceX, está expandindo cada vez mais a sua presença em diferentes regiões do mundo, mas a atuação da operadora de internet via satélite de Elon Musk ainda esbarra em um limite físico. Um novo estudo revelou que as antenas da empresa enfrenta dificuldades para funcionar em áreas urbanas com alta densidade populacional.
A avaliação foi realizada pela consultoria MoffettNathanson, e aponta que o principal obstáculo para o sinal da empresa não é o tamanho da sua constelação de equipamentos instalados no espaço. Em vez disso, o levantamento revela que o empecilho fica por conta do limite de acessos simultâneos que essa área de alcance do sinal consegue suportar.
Na prática, essa restrição impede que a internet da Starlink faça frente às redes de fibra óptica e cabo das grandes cidades. Isso faz com que a rede seja mais recomendada em regiões com baixa densidade populacional.
Outro ponto que pode pesar contra a internet da empresa de Elon Musk é o dado de que o consumo médio de dados de banda larga segue crescendo anualmente, pressionando a rede de satélites. Como consequência, mesmo com a transição gradual para satélites mais modernos, o problema de atendimento nas metrópoles pode não ser resolvido tão cedo.
SpaceX aposta na geração V3
A tentativa da SpaceX de superar essa limitação e preparar a infraestrutura para as futuras demandas passa pela implantação dos satélites da geração V3. Os testes iniciais devem ter início no dia 16 de julho, com 20 equipamentos sendo enviados ao espaço para avaliar conexões a laser de alta precisão com a constelação.
O sucesso desse lançamento em escala pode significar a entrega de uma capacidade de tráfego cerca de 10 vezes maior do que a verificada atualmente com os satélites V2 mini. A expectativa é de que a arquitetura V3 entregue até 1 Tbit/s de velocidade de downlink e taxas de uplink na casa dos 200 Gbit/s.
Mas, segundo o relatório da MoffettNathanson, a estimativa é de que a Starlink continue sendo mais adequada para localidades com baixa densidade populacional. Ou seja: a rede de internet via satélite seguiria em desvantagem em relação à internet via fibra óptica e a cabo.
Crescimento global da Starlink e perfil dos clientes
E são justamente essas regiões menos povoadas que devem fortalecer a base de clientes da companhia. Projeções feitas pela consultoria indicam que o número de assinantes globais de banda larga residencial da Starlink saltará de estimados 14,81 milhões no fim de 2026 para a marca de 97 milhões até 2031.
Também há a expectativa de que a receita total da empresa alcance US$ 97,3 bilhões no prazo de cinco anos, sendo impulsionada principalmente pelos segmentos de consumo e corporativo, conectividade ao consumidor e conexões diretas com celulares.
Um outro levantamento, este realizado pela New Street Research, aponta que a base de usuários da Starlink nos Estados Unidos segue concentrada no interior e em áreas rurais, locais onde os moradores geralmente encontram poucas alternativas de conexão de qualidade.
Os dados dessa análise revelam ainda que 83% dos atuais usuários da Starlink já utilizavam outro serviço de internet fixa antes de migrar para a tecnologia da empresa de Elon Musk. Agora, a companhia aposta na expansão dos satélites V3 para reduzir preços, ganhar fôlego operacional e conseguir atender novos mercados.
E você já se perguntou se é possível instalar antenas Starlink em condomínios? Veja as dificuldades que podem ser enfrentadas.
{{WHATSAPP_CHANNEL}}