O economista Nicholas Stern, ex-assessor-chefe do Tesouro britânico, entrou na disputa política ao defender que Andy Burnham, caso chegue ao comando do governo, entregue o cargo de chanceler a Ed Miliband. Para Stern, o atual secretário de Energia reúne algo raro na política econômica: bagagem administrativa e uma estratégia clara para recolocar o país em rota de crescimento.
A leitura de Stern é que a recuperação não virá apenas de ajustes fiscais, mas de uma mudança de direção com mais investimento público. Ele sugeriu elevar o aporte do Estado em áreas que, na sua visão, destravam produtividade e emprego, como infraestrutura moderna, energia limpa, mobilidade urbana e melhoria das cidades.
O apoio também reforça a posição de Miliband contra a abertura de novos projetos de petróleo e gás no Mar do Norte. Para Stern, insistir em combustíveis fósseis mantém recursos presos ao passado, enquanto regiões industriais, como Aberdeen, poderiam se reposicionar em torno de tecnologia, inovação e cadeias ligadas à transição verde.
O sinal político é relevante porque Miliband já aparece como um dos nomes cotados para uma eventual reorganização ministerial, ao lado de outros quadros de peso trabalhistas. No fundo, a mensagem de Stern vai além de um nome específico: a economia britânica, diz ele, precisa de liderança capaz de combinar confiança, investimento e uma agenda de futuro com impacto direto sobre empregos e renda.