Quem conhece Fernando de Noronha sabe que mergulhar ali é entrar em outro mundo: águas cristalinas, golfinhos girando em espiral e tartarugas marinhas deslizando entre os corais como se o tempo não existisse. É justamente para proteger esse cenário — e todos os oceanos do planeta — que o arquipélago receberá, no próximo dia 30 de junho, o encontro internacional De mãos dadas por oceanos sem plástico, um evento que reúne ativismo, ciência e cultura num só programa.
Das 15h às 22h, o histórico Forte Nossa Senhora dos Remédios se transforma em palco de uma programação diversa: palestras com especialistas, rodas de conversa abertas ao público, performances artísticas e uma exposição fotográfica que promete colocar em perspectiva o impacto humano sobre os ecossistemas marinhos. Haverá ainda lançamento de livros e atividades pensadas especialmente para crianças — porque a consciência ambiental começa cedo. Para quem não puder estar presencialmente na ilha, o evento contará com transmissão ao vivo pela internet.
A escolha de Noronha como sede não é coincidência. O arquipélago, Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco, adotou há anos políticas pioneiras de restrição ao uso de plásticos descartáveis e controle rigoroso do fluxo de visitantes. É um laboratório vivo de como o turismo pode caminhar lado a lado com a preservação — e, por isso mesmo, o lugar perfeito para abrigar um debate que precisa chegar a mais destinos naturais do Brasil e do mundo.
A poluição plástica segue sendo um dos maiores vilões da biodiversidade marinha. Estima-se que milhões de toneladas de plástico entrem nos oceanos a cada ano, ameaçando espécies como as próprias tartarugas que fazem de Noronha um dos pontos de reprodução mais relevantes do Atlântico Sul. Encontros como este ajudam a transformar dados alarmantes em ação coletiva — e a lembrar que cada viagem responsável também é um ato de preservação.
Se você está planejando visitar o arquipélago nos próximos meses, aproveite para revisitar suas escolhas de consumo antes de embarcar: leve cantil reutilizável, dispense os descartáveis e mergulhe fundo — literalmente — nessa cultura de cuidado com o oceano que Noronha tem tanto a ensinar.