O Senado Federal promoveu, nesta quarta-feira (1º), uma sessão de debates sobre a proposta que tenta encerrar a escala 6x1 e limitar a jornada de trabalho a 40 horas por semana. A discussão colocou em lados opostos defensores da mudança e representantes de segmentos produtivos preocupados com os efeitos econômicos da medida.
Durante a audiência, o setor produtivo afirmou que uma eventual redução da jornada tende a pressionar custos de produção e a reorganização das empresas. Para esses representantes, a conta não recairia apenas sobre o empregador: ela poderia afetar também preços, competitividade e a capacidade de adaptação de diferentes áreas da economia.
Outro ponto repetido pelos participantes foi a necessidade de blindar o debate de disputas eleitorais. Na avaliação desse grupo, a proposta exige análise de impacto, avaliação setorial e discussão responsável, sem transformar um tema estrutural em instrumento de campanha.
A sessão no Senado marca mais uma etapa de um assunto que mobiliza trabalhadores, empresários e parlamentares. A PEC ainda deve enfrentar negociação política intensa, porque toca em um dos temas mais sensíveis da agenda trabalhista: a relação entre qualidade de vida, produtividade e custo de contratação.