O encerramento do segundo trimestre, em 30 de junho de 2026, caminha para ser bem menos tenso do que em outros períodos de virada de calendário no mercado americano. A avaliação de participantes do mercado é que as operações de liquidez do Federal Reserve continuam dando suporte ao funcionamento do funding de curto prazo, reduzindo a chance de uma disparada nas taxas.
Na prática, o banco central usa operações abertas temporárias para acomodar necessidades de caixa que aparecem de forma pontual. Quando o sistema precisa de recursos, os acordos compromissados ajudam a injetar liquidez; quando há excesso, as operações reversas cumprem o papel de enxugar o dinheiro e manter a taxa dos fed funds dentro da faixa definida pelo Comitê Federal de Mercado Aberto.
Esse pano de fundo é importante porque o mercado vinha observando com atenção o ritmo de aperto do balanço do Fed e o comportamento dos juros de curtíssimo prazo. Agora, com a política de redução de ativos mais contida e com a possibilidade de compras voltadas à gestão de reservas, a percepção é de que o sistema ficou menos vulnerável a estresse sazonal no fim do trimestre.
Isso não significa ausência total de risco. Ajustes de balanço por parte de bancos e dealers, além de grandes movimentos ligados ao Tesouro americano, ainda podem provocar ruído pontual. Mesmo assim, o cenário-base é de um fechamento mais organizado, com o mercado de dinheiro operando em terreno confortável e sem sinais de escassez aguda de liquidez.