Uma nova peça do quebra-cabeça evolutivo dos axolotes veio à tona no México. Pesquisadores identificaram formalmente uma espécie fóssil até então desconhecida, batizada de Ambystoma quetzalcoatli, reforçando a ideia de que esses salamandros estão ligados ao território mexicano há milhões de anos.
A importância da descoberta vai além do registro de uma espécie extinta. Trata-se do primeiro salamandro fóssil oficialmente descrito em solo mexicano, um marco que ajuda a preencher uma lacuna histórica sobre a presença antiga desse grupo de animais na região.
O nome científico escolhido faz referência a Quetzalcoatl, figura simbólica das culturas mesoamericanas, conectando a paleontologia local a um imaginário profundamente enraizado no país. Ao mesmo tempo, o achado dá suporte a uma visão mais ampla sobre a origem e a persistência dos axolotes, que não são um fenômeno recente nem limitado ao ambiente atual da Cidade do México.
Na prática, o fóssil amplia o entendimento sobre como essas criaturas sobreviveram a mudanças ambientais ao longo de eras geológicas. Para a ciência, cada novo registro desse tipo ajuda a reconstruir a trajetória de um animal já famoso por sua aparência incomum e por sua capacidade de permanecer em estágio larval ao longo da vida.