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França paga para consertar roupas e frear o descarte no fast fashion

França paga para consertar roupas e frear o descarte no fast fashion

Em vez de ir direto para o lixo, uma roupa rasgada pode ganhar uma segunda chance na França. O país passou a subsidiar reparos em peças de vestuário por meio de um programa público que ajuda o consumidor a pagar menos para costurar, remendar e restaurar itens danificados.

A proposta é simples e pragmática: tornar o conserto mais acessível do que a substituição imediata. Pelo esquema de bônus, o desconto pode chegar a 25 euros por peça, reduzindo o custo de serviços como ajustes, troca de zíper, reforço de costuras e pequenos reparos que muitas vezes adiam o descarte desnecessário.

Lançada em 2023, a iniciativa já passou da marca de 1 milhão de consertos subsidiados, sinal de que há demanda quando o preço não é um obstáculo. Mais do que uma ajuda pontual ao bolso, o programa funciona como uma tentativa de combater a lógica do fast fashion, em que roupas baratas e de curta duração entram e saem do guarda-roupa com velocidade.

No fim, a medida também tem um recado cultural: roupa não precisa ser tratada como item descartável. Ao incentivar o reparo, a França aposta em um consumo mais lento, menos desperdício e mais responsabilidade ambiental, um caminho que pode inspirar outras políticas voltadas à economia circular.

Artigo originalmente publicado em www.france24.com
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