Enquanto as seleções disputam vaga na final da Copa do Mundo 2026, um outro placar avança longe dos gramados: o dos gastos dos visitantes que viajaram para ver os jogos.
Dados do Bank of America (BofA) mostram que todas as 11 cidades-sede dos Estados Unidos registraram crescimento nos gastos por turistas e moradores durante o Mundial.
Entre 10 de junho e 5 de julho, os gastos presenciais com cartões de crédito e débito avançaram 5% em relação ao mesmo período do ano passado.
Kansas City, Los Angeles e Miami lideram o ranking dos maiores aumentos de consumo — justamente as cidades que receberam as partidas mais decisivas da competição até o momento.
LEIA TAMBÉM: Quem vai ganhar a Copa do Mundo? ‘Supercomputador’ aponta favorita ao título — e não é a Argentina
Campeões fora do campo
E o fenômeno não parece estar restrito às cidades norte-americanas. Neste ano, a Fifa estreou o seu novo formato expandido para a Copa do Mundo, com 48 seleções e 104 partidas.
Além dos EUA, México e Canadá também são anfitriões — e estão recebendo o fluxo de capital dos turistas.
Outro levantamento do BofA mostrou que os gastos totais, considerando as 16 cidades-sede dos três países, cresceram 6,3% na comparação anual. Mas o número mais significativo é o dos visitantes: o consumo de turistas vindos de outras cidades disparou 16,7% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
Esse é o dado mais relevante porque representa dinheiro vindo de fora das cidades-sede — uma injeção de recursos que não existiria sem a realização do torneio.
Hotéis lotados, restaurantes cheios, corridas de aplicativo, compras em lojas e passeios turísticos ajudam a irrigar diversos setores ao mesmo tempo.
E MAIS: Eliminação do Brasil não encerra a Copa para bares e restaurantes; final do mundial pode ser oportunidade
Efeito Copa do Mundo é passageiro
O fluxo de capital costuma ser usado pelos defensores dos megaeventos esportivos para justificar os investimentos necessários para recebê-los. Porém, há quem argumente que o aumento do consumo não compensa integralmente os gastos realizados para receber o torneio.
Há décadas economistas debatem se Copas do Mundo e Jogos Olímpicos realmente deixam um legado econômico compatível com os bilhões gastos em segurança, mobilidade urbana, infraestrutura e operação dos eventos.
Estudos sobre a Copa de 1994 nos Estados Unidos apontaram benefícios econômicos menores do que os inicialmente projetados.
No curto prazo pelo menos, os números sugerem que as cidades anfitriãs estão conseguindo transformar a febre do futebol em receita e são as verdadeiras campeãs econômicas desse torneio.
Resta saber quem vai levantar a taça esportiva. The post França será campeã da Copa do Mundo? Dados mostram que o verdadeiro vencedor já está colhendo os frutos do torneio appeared first on Seu Dinheiro.