A Samsung apresentou o Galaxy Watch 9 como seu novo relógio inteligente para o uso cotidiano. O modelo preserva a identidade visual do Galaxy Watch 8, mas troca o processador, recebe baterias maiores e estreia uma nova geração do sistema operacional.
Neste comparativo, reunimos as principais diferenças entre os dois smartwatches para mostrar o que realmente mudou e se a nova geração entrega uma evolução relevante.
Design quase idêntico, com novas pulseiras
A Samsung reformulou o visual da linha no Galaxy Watch 8, que adotou uma caixa quase quadrada, com cantos arredondados e mostrador circular. O Watch 9 preserva essa identidade, chamada pela marca de “cushion design”, e continua disponível em versões de 40 mm e 44 mm.
As medidas praticamente não mudaram. O Watch 9 de 44 mm tem 46 x 43,7 x 8,6 mm e pesa 34 gramas, os mesmos números do antecessor. Já o modelo de 40 mm mantém as dimensões de 42,7 x 40,4 x 8,6 mm, mas passa de 30 para 31,5 gramas.
A construção continua em alumínio, mas a Samsung redesenhou as pulseiras para melhorar o conforto durante o uso contínuo e o monitoramento do sono. Segundo a apresentação da empresa, o novo material é 25% mais leve, além de mais flexível.
As cores também mudaram um pouco. O Watch 8 é vendido em grafite e prata nos dois tamanhos. No Watch 9, a versão de 40 mm chega em grafite e creme, enquanto a de 44 mm terá opções em grafite e prata.
Tela não muda entre as gerações
A tela do Galaxy Watch 9 mantém as mesmas características da geração passada. Os dois relógios usam um painel Super AMOLED protegido por cristal de safira, com suporte ao modo Always On Display.
A versão de 40 mm possui tela de 1,34 polegada e resolução de 438 x 438 pixels. Já a variante de 44 mm traz um painel de 1,47 polegada, com 480 x 480 pixels. O brilho máximo também continua em 3.000 nits.
Portanto, não há evolução confirmada em tamanho, definição, proteção ou luminosidade. A experiência visual deve ser bastante parecida, ao menos com base nas especificações divulgadas pela Samsung.
Snapdragon substitui o Exynos
A principal mudança de hardware está no processador. O Galaxy Watch 8 usa o Exynos W1000, componente de cinco núcleos produzido em processo de 3 nanômetros.
No Watch 9, a Samsung troca seu próprio chipset pelo Qualcomm SDW6100, também conhecido comercialmente como Snapdragon Wear Elite. O novo componente mantém a construção de 3 nanômetros e a configuração de cinco núcleos.
Segundo a fabricante, a plataforma da Qualcomm melhora a velocidade, a eficiência energética e a precisão do GPS. No entanto, ainda serão necessários testes práticos para saber o tamanho real da diferença no desempenho cotidiano.
A memória não recebeu aumento. Os dois relógios possuem 2 GB de RAM e 32 GB de armazenamento interno, espaço usado para aplicativos, músicas e outros arquivos.
Bluetooth 6.0 é uma das principais novidades
O Galaxy Watch 9 estreia o Bluetooth 6.0, enquanto o antecessor usa o Bluetooth 5.3. A nova versão pode melhorar a estabilidade da comunicação com o celular e a eficiência energética, embora os resultados dependam também do smartphone pareado.
O restante da conectividade permanece semelhante. As duas gerações possuem Wi-Fi nas frequências de 2,4 GHz e 5 GHz, NFC, GPS de dupla frequência L1 e L5 e versões com conexão LTE.
A lista de sensores também não apresenta alterações. Os dois contam com Samsung BioActive, sensor de temperatura, acelerômetro, barômetro, giroscópio, sensor geomagnético e sensor de luminosidade.
Novos recursos para monitoramento de saúde
O Galaxy Watch 8 já oferece ferramentas como Índice de Antioxidantes, Carga Vascular, alerta de estresse, Treinador de Corrida e detecção de possíveis sinais de apneia do sono.
O Watch 9 amplia esse pacote com o recurso Sinais Vitais, que aprende o padrão pessoal do usuário durante o sono e envia alertas quando identifica variações relevantes nos indicadores monitorados.
A Pontuação da Saúde do Coração reúne informações cardiovasculares em uma nota mais simples, acompanhada por recomendações personalizadas. Já a Carga de Cardio Diária analisa o volume de exercícios e a necessidade estimada de recuperação.
O Índice de Condicionamento Físico oferece uma visão mais ampla do preparo físico e estabelece metas personalizadas. O relógio também recebe alertas sobre exposição a níveis de ruído que podem prejudicar a audição.
Parte dessas novidades não ficará restrita ao Watch 9. A Samsung informa que a Carga de Cardio Diária e o Índice de Condicionamento Físico funcionarão no Galaxy Watch 7 ou mais recente após a atualização para a One UI 9 Watch. Isso inclui o Galaxy Watch 8.
Bateria cresce mais no modelo de 40 mm
A versão menor do Galaxy Watch 8 possui bateria de 325 mAh, enquanto o Watch 9 de 40 mm sobe para 390 mAh. O aumento é de 20% e pode tornar o modelo compacto mais interessante para quem quer monitorar sono e atividades ao longo do dia.
No modelo de 44 mm, a evolução é bem menor. A capacidade passa de 435 mAh para 445 mAh, uma diferença de apenas 10 mAh entre as duas gerações.
A Samsung informa que o Watch 8 pode alcançar até 30 horas de uso com o Always On Display ativo. Para o Watch 9, a fabricante ainda não divulgou uma estimativa de autonomia em horas.
Os dois relógios possuem carregamento rápido sem fio baseado no padrão WPC. A Samsung não revelou uma mudança na velocidade máxima de recarga.
Wear OS 7 e One UI 9 Watch
O Galaxy Watch 8 chegou ao mercado com o Wear OS 6 e a interface One UI 8 Watch. Já o Galaxy Watch 9 estreia o Wear OS 7 com a One UI 9 Watch.
O Gemini permanece integrado ao relógio para iniciar exercícios, pesquisar informações, criar lembretes e executar comandos por voz.
A nova geração também recebe o recurso Levante para Falar. Ao erguer o pulso, o usuário pode ativar o assistente sem tocar na tela ou apertar qualquer botão.
A compatibilidade mínima também muda. O Watch 8 funciona com celulares equipados com Android 12 ou mais recente, enquanto o Watch 9 exige Android 13 ou superior. Em ambos os casos, o smartphone precisa ter mais de 1,5 GB de memória RAM e suporte aos serviços móveis do Google.
Galaxy Watch 9 traz evolução focada no interior
O Galaxy Watch 9 não muda muito em design, tela, memória ou sensores. Visualmente, a experiência permanece quase igual à do antecessor, com diferenças concentradas nas cores e nas novas opções de pulseira.
As principais evoluções estão no Snapdragon Wear Elite, no Bluetooth 6.0, no Wear OS 7 e nas baterias maiores. O ganho de capacidade, porém, é bem mais relevante no modelo de 40 mm do que na edição de 44 mm.
Os novos recursos de saúde também são importantes, mas não devem servir como único motivo para a troca. Parte das funções chegará ao Watch 8 por meio da atualização para a One UI 9 Watch.
Assim, o Watch 9 parece uma evolução mais interessante para quem ainda usa uma geração antiga. Para quem já tem o Watch 8, o upgrade dependerá principalmente do desempenho prático do processador da Qualcomm e da autonomia entregue pela nova bateria.
Ficha técnica: Galaxy Watch 9 x Galaxy Watch 8
{{WHATSAPP_CHANNEL}}