A Samsung apresentou o Galaxy Watch Ultra2 como a nova geração de seu smartwatch mais avançado. O lançamento mantém a proposta resistente e esportiva do primeiro Galaxy Watch Ultra, mas traz mudanças importantes na tela, bateria e desempenho.
Entre os destaques, o relógio abandona o chipset Exynos para adotar uma plataforma da Qualcomm, dobra o armazenamento interno e recebe uma tela com brilho de até 5.000 nits. O corpo também ficou mais fino, apesar da bateria consideravelmente maior.
Design parecido, mas corpo mais fino
Visualmente, a Samsung não mudou muito a identidade do Galaxy Watch Ultra2. O relógio mantém a caixa com formato quase quadrado e cantos arredondados, enquanto o mostrador permanece circular.
Os dois modelos têm caixa de 47 mm com acabamento em titânio. A diferença aparece nas dimensões: o Galaxy Watch Ultra mede 47,1 x 47,4 x 12,1 mm, enquanto o Ultra2 tem 47,4 x 47,1 x 10,7 mm.
Isso significa que a nova geração ficou cerca de 1,4 mm mais fina, uma redução de 12% na espessura. Por outro lado, o peso subiu ligeiramente de 60,5 para 61,5 gramas. Portanto, o Ultra2 é mais fino, mas não exatamente mais leve.
A Samsung também reduziu a quantidade de cores. O primeiro Galaxy Watch Ultra chegou em Titânio Cinza, Titânio Prata e Titânio Branco. Já o Ultra2 será vendido globalmente apenas em Titânio Cinza e Titânio Prata.
Pulseiras ficam mais leves e ganham novas opções
O Galaxy Watch Ultra original acompanha uma Marine Band produzida em borracha HNBR, material resistente à água, ao suor e ao desgaste causado pelo uso esportivo.
Na nova geração, a Samsung apresenta uma Marine Band de silicone mais leve e respirável. Ela foi projetada para uso prolongado e atividades em condições mais exigentes.
A linha também terá uma PeakForm Band, feita com material híbrido para combinar um acabamento mais refinado com uso esportivo, e uma Trail Band de tecido, com foco em ventilação e conforto durante corridas e caminhadas.
Tela fica maior, mais definida e muito mais brilhante
A tela representa uma das principais evoluções do Galaxy Watch Ultra2. O primeiro modelo possui um painel Super AMOLED de 1,5 polegada, com resolução de 480 x 480 pixels, proteção de cristal de safira e brilho máximo de 3.000 nits.
No novo relógio, o display cresceu para 1,52 polegada e recebeu uma resolução de 498 x 498 pixels. A tecnologia Super AMOLED, a exibição sempre ativa e a proteção de cristal de safira foram mantidas.
A maior diferença está no brilho máximo, que saltou de 3.000 para 5.000 nits. A Samsung afirma que esse pico aparece em áreas específicas da tela sob forte iluminação ambiente, portanto o painel inteiro não permanece nesse nível de brilho de forma constante.
Na prática, a mudança deve facilitar a leitura de mapas, métricas esportivas e notificações sob luz solar direta. Isso é especialmente útil durante corridas, trilhas, ciclismo e outras atividades ao ar livre.
Snapdragon substitui o Exynos
A mudança mais importante no hardware está no processador. O Galaxy Watch Ultra original usa o Exynos W1000, componente de cinco núcleos fabricado em processo de 3 nanômetros.
O Galaxy Watch Ultra2 troca a plataforma da própria Samsung pelo Snapdragon Wear Elite, da Qualcomm. A ficha técnica identifica o processador como Qualcomm SDW6100, também com cinco núcleos e fabricação de 3 nanômetros.
Segundo a Samsung, o novo chip deve melhorar o desempenho geral, a eficiência energética e a precisão do rastreamento por GPS. No entanto, ainda será necessário testar o relógio para entender o tamanho dessa evolução no uso cotidiano.
A memória RAM continua em 2 GB, mas o armazenamento dobrou. O primeiro Ultra tem 32 GB de espaço interno, enquanto o Galaxy Watch Ultra2 chega com 64 GB.
Esse aumento oferece mais espaço para aplicativos, músicas, mapas offline e outros arquivos armazenados diretamente no relógio.
Bluetooth evolui, mas GPS já era avançado
A conectividade também recebeu uma atualização. O Galaxy Watch Ultra2 estreia o Bluetooth 6.0, enquanto o antecessor usa Bluetooth 5.3.
Os dois oferecem LTE, NFC e Wi-Fi nas frequências de 2,4 e 5 GHz. O GPS de dupla frequência L1 e L5 também já estava presente no primeiro Galaxy Watch Ultra, portanto essa característica não é exclusiva da nova geração.
A diferença pode aparecer na precisão prática, já que a Samsung atribui ao novo processador da Qualcomm melhorias no posicionamento e na leitura dos sensores.
Bateria cresce para 800 mAh
O Galaxy Watch Ultra original possui bateria de 590 mAh, com autonomia divulgada de até 100 horas no modo de economia de energia.
Já o Galaxy Watch Ultra2 amplia a capacidade para 800 mAh, um aumento de aproximadamente 35%. Essa é a maior bateria já colocada pela Samsung em um Galaxy Watch.
A fabricante ainda não divulgou quantas horas de autonomia o novo relógio alcança em cada modo. Portanto, não é possível afirmar se o aumento de capacidade se transformará em uma evolução proporcional na duração da carga.
O carregamento continua sem fio e baseado no padrão WPC. A ficha técnica cita um novo sistema de carregamento rápido de alta frequência, mas não informa a potência em watts ou o tempo necessário para completar a bateria.
Ultra 2 fica mais preparado para mergulho
O primeiro Galaxy Watch Ultra já oferece certificações 10 ATM, IP68 e MIL-STD-810H. Isso garante resistência a poeira, água e diferentes condições ambientais.
O Ultra2 avança para a classificação IP69K, além de manter os 10 ATM e a certificação militar MIL-STD-810H. O relógio também recebeu a certificação EN13319, direcionada a instrumentos usados por mergulhadores para medir profundidade e tempo de mergulho.
Ao entrar na água, o Ultra2 pode iniciar automaticamente o acompanhamento e mostrar informações como profundidade, duração e temperatura da água.
Um aplicativo desenvolvido em parceria com a Mares chegará posteriormente com dados mais avançados, como velocidade de subida e descida e limites considerados seguros durante o mergulho. Esses recursos serão exclusivos do Ultra2 entre relógios com Wear OS por dois anos.
Novos recursos para corrida em trilha
O Galaxy Watch Ultra2 também recebe um modo dedicado para corrida em trilha. Além de ritmo, distância e frequência cardíaca, o relógio acompanha elevação, progresso das subidas e impacto do terreno.
Essas informações ajudam o usuário a controlar melhor o esforço durante percursos irregulares e com grandes variações de altitude.
O novo recurso de hidratação usa a estimativa de perda de suor em relação ao peso corporal para indicar quando e quanto o usuário deve beber durante uma atividade. A função amplia o sistema de medição de perda de suor já presente nos relógios da Samsung.
Recursos de saúde não serão todos exclusivos
A Samsung apresentou o Galaxy Watch Ultra2 com novas funções de saúde, como Sinais Vitais, Pontuação da Saúde do Coração, Carga de Cardio Diária, Índice de Condicionamento Físico e monitoramento de níveis prejudiciais de ruído.
A função Sinais Vitais cria uma referência pessoal a partir dos dados coletados durante o sono e avisa quando detecta mudanças significativas. Já a Pontuação da Saúde do Coração resume informações cardiovasculares e oferece recomendações para o cotidiano.
A Carga de Cardio Diária analisa o volume dos exercícios e estima o tempo necessário para recuperação. O Índice de Condicionamento Físico reúne dados como composição corporal e VO2 máximo para estabelecer metas personalizadas.
No entanto, parte desses recursos depende mais do software do que do novo hardware. A Samsung informa que a Carga de Cardio e o Índice de Condicionamento serão compatíveis com o Galaxy Watch7 e modelos posteriores que recebam a One UI 9 Watch.
Isso inclui o primeiro Galaxy Watch Ultra. O recurso de detecção de sinais de apneia do sono também será compatível com o Ultra original após a atualização para o Wear OS 7.
O Galaxy Watch Ultra2 sai de fábrica com Wear OS 7 e One UI 9 Watch. O primeiro Galaxy Watch Ultra foi lançado com Wear OS 5 e One UI 6 Watch, mas poderá receber parte das novidades por atualização.
A nova geração também estreia a função Levante para Falar, que ativa o Google Gemini quando o usuário levanta o pulso, sem exigir um toque na tela ou no botão lateral.
Galaxy Watch Ultra2 vale o upgrade?
No papel, o Galaxy Watch Ultra2 traz evoluções consideráveis. A tela está mais brilhante e definida, o armazenamento dobrou, a bateria ganhou 210 mAh e o corpo ficou mais fino.
O novo modelo também oferece uma construção mais adequada para mergulho profissional, além de recursos específicos para corrida em trilha e hidratação durante exercícios.
Por outro lado, o primeiro Galaxy Watch Ultra continua próximo em vários aspectos. Ele já possui estrutura de titânio, cristal de safira, GPS de dupla frequência, 2 GB de RAM e resistência de 10 ATM.
Para quem já tem o primeiro Ultra, a troca faz mais sentido se a bateria maior, os 64 GB de armazenamento, a tela de 5.000 nits ou as funções de mergulho forem importantes. Para os demais usuários, o modelo original ainda deve permanecer bastante competitivo, principalmente após as próximas atualizações do sistema.
Ficha técnica do Galaxy Watch Ultra2 x Galaxy Watch Ultra
A comparação abaixo reúne as especificações oficiais divulgadas pela Samsung para as duas gerações.
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