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Google alertou 11,4 milhões de pessoas antes de terremoto mortal

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O Google enviou alertas de terremoto para 11,4 milhões de pessoas antes dos fortes tremores que atingiram a Venezuela. A tecnologia utilizou celulares Android para identificar rapidamente as primeiras vibrações e avisar moradores antes da chegada das ondas mais destrutivas. Sem um sistema nacional de alerta, o país contou com o recurso da empresa para antecipar parte dos impactos dos terremotos que deixaram mais de mil mortos, segundo o The New York Times. Dois terremotos em apenas 39 segundos desafiaram o sistema, que conseguiu avisar milhões de usuários. – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital) O sensor do celular que virou aliado contra terremotos Como explicamos, o sistema de alerta de terremotos do Android aproveita um componente que já existe nos smartphones: o acelerômetro. É ele que identifica se o aparelho está na posição vertical ou horizontal e, em determinadas condições, também consegue reconhecer vibrações típicas de um abalo sísmico. Curiosamente, o sensor faz parte da rotina do celular e normalmente passa despercebido pelo usuário. Para detectar um terremoto, porém, o aparelho precisa estar parado sobre uma superfície plana. Se estiver no bolso ou sendo carregado, a identificação não acontece. Quando vários celulares próximos registram esse mesmo padrão, os dados são enviados ao Google. A empresa cruza essas informações para estimar a localização e a magnitude do tremor antes de disparar os avisos. Entre as funções do sistema estão: detectar vibrações por meio do acelerômetro; comparar informações enviadas por celulares próximos; calcular onde ocorreu o tremor e sua intensidade; enviar alertas para as áreas com maior risco. A corrida contra o tempo A Venezuela foi atingida por dois terremotos em sequência, e vem sofrendo outros abalos de menor intensidade. O primeiro teve magnitude 7,2. Apenas 39 segundos depois, ocorreu outro, de magnitude 7,5, o mais forte registrado no país desde 1900. O Google identificou o primeiro sinal do abalo apenas três segundos após a chegada da primeira onda sísmica. Em seguida, precisou de mais seis segundos para confirmar o evento e iniciar o envio das notificações. Pode parecer pouco, mas esse intervalo é suficiente para que parte da população receba um aviso antes da chegada da segunda onda, que é mais lenta e também a mais destrutiva. O sistema do Android já detectou mais de 18 mil terremotos e enviou cerca de 790 milhões de alertas no mundo. – Imagem: Frame Stock Footage/Shutterstock Nem todo mundo recebeu o mesmo alerta Os avisos variaram conforme a intensidade prevista para cada região. Nas áreas de maior risco, a mensagem ocupava toda a tela do celular, emitia um som de emergência e orientava o usuário a agir imediatamente. Leia mais: Tensão na Falha de San Andreas chega ao maior nível em mil anos Entrevista: é possível prever terremotos altamente destrutivos? Terremotos na Venezuela: quais são os perigos para o Brasil? Especialistas respondem Ao todo, 1,4 milhão de pessoas receberam o alerta máximo. Considerando todos os níveis de aviso, 11,4 milhões de usuários foram notificados. Quem estava mais distante do epicentro ganhou mais tempo para reagir e, em alguns casos, recebeu a notificação até dois minutos antes de sentir o tremor. Segundo o Google, o recurso já detectou mais de 18 mil terremotos e enviou cerca de 790 milhões de alertas em mais de 100 países. Na Venezuela, a tecnologia acabou suprindo a falta de um sistema nacional de aviso antecipado. O post Google alertou 11,4 milhões de pessoas antes de terremoto mortal apareceu primeiro em Olhar Digital.
Artigo originalmente publicado em olhardigital.com.br
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