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Google vai restringir anúncios financeiros; veja o que muda

Redação Recifes
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Google vai restringir anúncios financeiros; veja o que muda
Foto: iam vumilia / Pexels

Google e Ministério da Justiça anunciaram um acordo para aumentar a segurança da publicidade de produtos e serviços financeiros na internet. A medida busca reduzir fraudes digitais e ampliar a proteção dos consumidores.

Segundo o acordo, apenas anunciantes verificados poderão divulgar esse tipo de conteúdo, em linha com as novas regras do Marco Civil da Internet.

Publicidade financeira terá novas exigências

Firmado nesta quinta-feira (16), o acordo determina que empresas e pessoas interessadas em anunciar produtos ou serviços financeiros no Google passem por um processo de verificação. Apenas contas com selo de verificação poderão publicar esse tipo de publicidade.

A identificação poderá ser realizada pela própria plataforma ou por empresas terceirizadas, desde que utilizem métodos confiáveis para confirmar a existência legal da pessoa física ou jurídica responsável pela conta. A proposta faz parte de uma parceria voluntária voltada ao aumento da segurança e da transparência.

Entre as principais medidas previstas estão:

  • verificação obrigatória dos anunciantes de produtos e serviços financeiros;
  • exigência de selo de verificação para publicação de anúncios;
  • possibilidade de validação feita pelo Google ou por terceiros;
  • adoção de controles para restringir anúncios financeiros pagos.

Quem não concluir esse processo não poderá veicular campanhas desse segmento na plataforma.

Decreto reforça responsabilidade das plataformas

O acordo acompanha a entrada em vigor do decreto que atualiza a regulamentação do Marco Civil da Internet. A norma estabelece a presunção de responsabilidade dos provedores de aplicações por anúncios fraudulentos.

Ela também cria mecanismos para aplicar, na prática, a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), tomada em junho de 2025 e formalizada em novembro do mesmo ano. Entre as situações previstas estão falhas no dever de cuidado em crimes graves e a permanência de conteúdos ilícitos mesmo após notificação.

Novas obrigações entram em vigor

O decreto amplia os deveres das plataformas digitais e define procedimentos para fortalecer a proteção dos usuários.

As plataformas deverão:

  • remover conteúdos ilícitos após notificação, sem necessidade de decisão judicial;
  • informar os usuários sobre as medidas adotadas e permitir contestação;
  • impedir anúncios relacionados a golpes, fraudes e produtos ilegais;
  • armazenar dados das publicações para subsidiar investigações, processos judiciais e ações de consumidores prejudicados.

O texto também preserva manifestações como críticas, paródias, sátiras, conteúdos jornalísticos, manifestações religiosas e a liberdade de crença.

A exigência de verificação para anunciantes de produtos financeiros representa uma das primeiras iniciativas decorrentes das novas regras e busca reduzir o espaço para fraudes sem alterar as garantias de liberdade de expressão previstas na legislação.

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Artigo originalmente publicado em olhardigital.com.br
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