Um histórico mais intenso de sintomas associados à concussão pode estar ligado a uma probabilidade maior de desenvolver zumbido, também chamado de tinnitus. A relação aparece em um estudo publicado online em 19 de junho na revista Sports Medicine Open, que reforça a atenção necessária aos efeitos de traumas cranianos, mesmo quando eles parecem ter passado.
Na prática, o trabalho sugere que não é apenas a ocorrência da concussão que merece observação, mas o conjunto de sintomas vividos após o impacto. Quanto maior esse histórico, maior foi a chance de o participante relatar zumbido, um incômodo que pode variar de leve a persistente e afetar concentração, sono e qualidade de vida.
O estudo também encontrou um ponto importante: entre as pessoas que já tinham tinnitus, as associações com alterações de cognição, depressão e ansiedade foram mais fortes. Isso indica que o zumbido pode não aparecer isoladamente, mas como parte de um quadro mais amplo que envolve saúde mental e desempenho cognitivo.
Para quem pratica esportes de contato ou já sofreu batidas na cabeça, o recado é claro: sintomas aparentemente “normais” após uma pancada não devem ser minimizados. Avaliação médica e acompanhamento adequado ajudam a identificar consequências menos visíveis da concussão e a reduzir o impacto de problemas como o zumbido ao longo do tempo.