🌊 Negócios em Emersão  ·  Vamos Emergir?  ·  Cadastre-se e ganhe 50 REC de bônus

Homem é preso por invadir contas do Snapchat e roubar nudes

Redação Recifes
1 visualização
Homem é preso por invadir contas do Snapchat e roubar nudes

Um morador de Illinois, nos Estados Unidos, foi condenado a 76 meses de prisão por invadir contas do Snapchat de centenas de mulheres e roubar fotos de nudez total ou parcial. Kyle Svara, de 27 anos, se declarou culpado das acusações e recebeu a sentença do juiz federal Brian Murphy, em Boston, nesta terça-feira (21).

A condenação foi confirmada por um porta-voz da procuradora federal Leah Foley, responsável pelo processo contra Svara. Um advogado do condenado não respondeu a pedidos de comentário da Reuters.

Como o esquema funcionava

Segundo os promotores, Svara usou números de telefone anônimos da internet para enviar mensagens de phishing a mais de 1,5 mil mulheres entre maio de 2020 e fevereiro de 2021. Nas mensagens, ele se passava por um integrante da equipe de suporte do Snapchat.

Centenas de vítimas responderam às mensagens com códigos de segurança, o que permitiu a Svara acessar pelo menos 517 contas. Em 59 delas, ele conseguiu baixar fotos de nudez total ou parcial armazenadas pelas usuárias.

Além de guardar o material para uso próprio, Svara chegou a anunciar seus serviços de invasão na internet. Foi assim que um ex-técnico de atletismo da Northeastern University, Steve Waithe, pagou US$ 50 a ele para hackear contas de mulheres, incluindo atletas que o próprio Waithe havia treinado.

Conexão com outro condenado por crimes semelhantes

O caso de Svara surgiu justamente da investigação contra Waithe, condenado em 2024 a cinco anos de prisão.

Segundo os promotores, o ex-técnico enganou jovens mulheres para que enviassem fotos íntimas ou teve imagens roubadas delas, vitimando ao menos 56 mulheres em diferentes estados americanos.

Svara se declarou culpado em fevereiro deste ano por fraude informática e roubo de identidade agravado. Ele também foi acusado de mentir às autoridades ao negar interesse em pornografia infantil, material que, segundo os investigadores, também foi encontrado em suas contas online.

Em documentos judiciais, a defesa de Svara alegou que ele sente "profundo remorso e vergonha" pelos atos. Os advogados afirmaram que os crimes ocorreram durante um período de isolamento, quando ele era estudante da Universidade de Illinois e cumpria o lockdown da pandemia de Covid-19.

{{WHATSAPP_CHANNEL}}

Artigo originalmente publicado em canaltech.com.br
Compartilhar:

Comentários

Seja o primeiro a comentar!