Passar muitas horas sentado, sem levantar para interromper a rotina, pode custar caro para a saúde. Segundo uma pesquisa publicada na revista PLOS Medicine, cada hora adicional de comportamento sedentário prolongado e sem pausas esteve associada a um aumento de 9% no risco de morte por câncer.
O trabalho, conduzido por Frederick Ho e colaboradores da Universidade de Glasgow, reforça uma mensagem que vem ganhando força na área de saúde e condicionamento físico: não basta se exercitar em algum momento do dia se o restante da jornada é praticamente todo imóvel. O corpo foi feito para alternar esforço, movimento e recuperação, não para ficar travado por longos blocos de tempo.
Na prática, isso significa que o problema não é apenas sentar, mas permanecer sentado por muito tempo sem interrupção. Reuniões em sequência, trabalho no computador, deslocamentos longos e horas em frente à televisão criam um cenário em que o organismo passa a operar com menos gasto energético e pior regulação metabólica.
Para quem busca saúde e desempenho, a lição é objetiva: interromper o sedentarismo ao longo do dia importa. Levantar-se com frequência, caminhar alguns minutos, trocar parte do tempo sentado por movimento leve e manter uma rotina ativa são medidas simples que podem ajudar a proteger o corpo no longo prazo.
O estudo não quer dizer que ficar sentado ocasionalmente cause câncer de forma direta, mas aponta uma associação relevante entre exposição prolongada ao sedentarismo e pior desfecho. Em outras palavras, reduzir o tempo imóvel pode ser tão importante quanto treinar com regularidade.