O Governo Federal vai aplicar a alíquota máxima de 35% do Imposto de Importação sobre carros elétricos e híbridos no Brasil a partir desta quarta (1º). A medida marca o fim da suspensão da cobrança retomada pelo Programa Mover em 2024, ou seja, agora os todos os carros eletrificados importados passam a pagar a alíquota máxima agora. De fato, o reajuste é integral para quem importa o veículo pronto, mas o consumidor não deve sentir um aumento imediato nas concessionárias. Antecipando-se à nova regra, montadoras como a BYD já montaram estoques massivos de carros desembaraçados com as taxas antigas como uma forma de absorver os custos.
A BYD segue montando seus carros no regime CKD (Imagem: Divulgação/BYD) Além disso, é provável que as marcas com grandes volumes de vendas acabem absorvendo parte desse custo temporariamente para não perderem a competitividade em no mercado nacional dos elétricos e híbridos, que teve um salto de mais de 170% no último ano. -Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.- A guerra dos CKDs A decisão do governo em relação às tarifas veio como um “empurrãozinho” para incentivar a produção nacional de motores e baterias — neste contexto, montadoras como BYD e GWM devem respirar mais aliviadas, uma vez que já operam fábricas no país e saem na frente da concorrência.
Assim, o Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) renovou recentemente uma cota de isenção de R$ 2,4 bilhões para veículos semi ou totalmente desmontados (ou CKD e SKD, respectivamente) até o final do ano para acelerar essa transição de importadores para fabricantes locais.
Por um lado, a medida é interessante para as chinesas que já montam seus carros no formato CKD — aqui, o destaque fica por conta da BYD, que já mostra seu Dolphin Mini e Song Pro no regime nas instalações de Camaçari (BA).
Por outro, o subsídio gerou forte descontentamento na Anfavea, associação que representa as montadoras tradicionais no Brasil. A instituição pressionava pela antecipação da alíquota cheia e agora ameaça acionar a Justiça contra a isenção dada aos rivais. Aliás, este não é o único fator que pode balançar os preços dos carros por aqui. Veja quais carros podem ficar mais baratos com acordo entre UE e Mercosul! Leia a matéria no Canaltech.