James Gunn não deixou espaço para ambiguidades: os filmes Adão Negro e Shazam! estão oficialmente fora do novo universo cinematográfico DC que ele está construindo. Em declaração contundente, o diretor foram além da simples exclusão canônica, expressando desaprovação aberta pelos títulos que compartilham personagens com produções da era anterior.
A questão da continuidade sempre foi um ponto sensível para os fãs da DC. Mesmo com atores como John Cena e Viola Davis aparecendo em múltiplos filmes — transitando entre Adão Negro, Shazam! e Pacificador — havia incerteza sobre como essas produções se encaixariam no novo projeto ambicioso de Gunn. Agora a resposta é clara: elas não se encaixam. Segundo o cineasta, essa descontinuidade não é apenas uma decisão estratégica, mas uma posição pessoal firme contra as obras anteriores.
Essa ruptura radical marca um ponto de virada importante na história da DC. Diferentemente de abordagens anteriores que tentavam costurar múltiplos projetos numa teia complexa de continuidade, Gunn está optando por um recomeço limpo. A estratégia sinaliza confiança no novo direcionamento e disposição em deixar o passado para trás, independentemente das consequências para personagens e histórias já estabelecidas na tela.
A atitude categórica do diretor reflete tendência mais ampla em Hollywood: o reconhecimento de que universos cinematográficos complexos e interconectados podem prejudicar a liberdade criativa. Para Gunn, parece que a prioridade é construir algo novo e coeso, sem as amarras das produções anteriores. Fãs que investiram emocionalmente em Adão Negro e Shazam! terão que lidar com a realidade de que esses filmes agora existem num limbo narrativo, isolados do novo canon que está nascendo.