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Juçara, a onça-pintada diva do Morro do Diabo, é flagrada tomando sol à beira do Paranapanema

Juçara, a onça-pintada diva do Morro do Diabo, é flagrada tomando sol à beira do Paranapanema
<p>Quem disse que só gente aproveita um domingo de sol? No Parque Estadual do Morro do Diabo, em Teodoro Sampaio, no interior de São Paulo, a onça-pintada Juçara mostrou que sabe muito bem como descansar. A fêmea foi registrada em vídeo deitada tranquilamente às margens do Rio Paranapanema, entregue ao calor da tarde como se o mundo ao redor simplesmente não existisse. A cena encantou visitantes e pesquisadores que acompanham a fauna da reserva.</p><p>A identidade da felina foi confirmada pelo gestor do parque, Eriqui Inazaki, por meio da análise das rosetas — as manchas características que cobrem o corpo das onças-pintadas. Cada animal possui um padrão único dessas marcas, funcionando como uma verdadeira impressão digital da natureza. Esse método de identificação individual é amplamente utilizado por biólogos para monitorar populações de grandes felinos sem necessidade de captura ou intervenção direta.</p><p>O Parque Estadual do Morro do Diabo é um dos últimos redutos significativos de Mata Atlântica no estado de São Paulo e abriga uma das populações remanescentes de onças-pintadas na região. Com cerca de 33 mil hectares de floresta preservada, a unidade de conservação é fundamental para a sobrevivência da espécie no bioma, que já perdeu mais de 85% de sua cobertura original.</p><p>Flagrantes como o de Juçara têm um valor que vai além do encantamento: eles reforçam a importância das áreas protegidas para garantir que esses animais possam se comportar de forma natural, sem pressão humana. Ver uma onça-pintada descansando à beira de um rio em plena luz do dia é sinal de que o ambiente está saudável e de que o animal se sente seguro naquele território.</p><p>Para quem sonha em observar a fauna selvagem brasileira, o Parque Estadual do Morro do Diabo oferece opções de visitação com trilhas monitoradas e infraestrutura de ecoturismo. Uma lembrança importante: avistamentos como o de Juçara são presentes raros que a natureza oferece — e que dependem diretamente da nossa capacidade coletiva de proteger o que ainda resta.</p>
Artigo originalmente publicado em g1.globo.com
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