Layers cria fundo de M&As com R$ 5 milhões para consolidar edtechs
Danilo Yoneshige, CEO da Layers | Crédito: Divulgação
A Layers, plataforma que reúne soluções digitais para instituições de ensino em um ecossistema integrado, colocou novas aquisições entre as prioridades para os próximos anos. Para acelerar esse movimento, a edtech lançou um programa de M&A com R$ 5 milhões destinados à aquisição e incorporação de startups de educação na América Latina.
Os recursos fazem parte da rodada de R$ 21 milhões captada em 2025, liderada pela canadense Constellation Software. Segundo Danilo Yoneshige, CEO da Layers, a possibilidade de realizar aquisições já estava prevista na tese do investimento. “A última rodada já foi estruturada com um olhar para M&As”, diz ao Startups. Uma parcela do aporte foi separada desde a rodada para viabilizar futuras aquisições.
Segundo o executivo, a estratégia responde a um problema estrutural do setor educacional. Um estudante utiliza, em média, sete soluções digitais diferentes ao longo de um ano letivo. Ao longo de toda a vida escolar, uma família pode chegar a interagir com mais de uma centena de plataformas distintas. Para a Layers, essa fragmentação dificulta a experiência de alunos, responsáveis e instituições, criando uma oportunidade para consolidar serviços em torno do que a companhia chama de SuperApp da Educação.
Pipeline aberto para startups
Diferentemente do modelo tradicional de fusões e aquisições, conduzido de forma reservada, a Layers decidiu abrir publicamente o processo de prospecção. Startups com soluções voltadas ao setor educacional podem se candidatar por meio de uma página criada especificamente para a iniciativa.
De acordo com o CEO, a decisão busca aproximar a companhia de empreendedores que historicamente enfrentam dificuldades para captar recursos ou encontrar compradores estratégicos. “Edtechs estão muito acostumadas a receber ‘não’, pois é um setor que leva mais tempo para gerar retorno financeiro”, afirma Danilo.
Ao tornar o processo público, a Layers quer sinalizar que existe demanda por soluções capazes de complementar seu ecossistema.
O programa prevê aportes de menor porte, com possibilidade de follow-on, mas não estabelece metas de quantidade de aquisições. “O foco não é gerar retorno financeiro no curto prazo, e sim agregar valor à nossa base”, afirma o CEO.
Na avaliação das empresas candidatas, fatores como qualidade da equipe fundadora e clareza na definição do problema resolvido pesam mais do que o estágio de maturidade ou faturamento.
De acordo com Danilo, a iniciativa já começou a atrair interessados, e na primeira semana após o anúncio, a empresa já iniciou conversas com potenciais alvos.
Verticais prioritárias
A tese de aquisição está concentrada em soluções complementares às oferecidas atualmente pela Layers, e não em concorrentes diretos. As áreas prioritárias incluem ferramentas de engajamento escolar, com foco na comunicação entre escolas e famílias; soluções de vendas e marketplace, voltadas para matrículas, contratos e pagamentos; e plataformas integradoras capazes de conectar sistemas acadêmicos, financeiros e ERPs.
A escolha segue o que a companhia define como seu “tripé educacional”: relacionamento entre escola e família, integração tecnológica e gestão financeira. Embora o foco inicial esteja no mercado brasileiro, o programa também está aberto a startups de outros países da América Latina, especialmente daqueles onde a Layers já possui operação, como México e Argentina.
Estratégia de consolidação
Para a companhia, a iniciativa surge em um momento de mudança no ecossistema de startups. Após a desaceleração observada entre 2022 e 2023, marcada pela redução dos investimentos de venture capital e pela queda na atividade de M&A, o mercado passou a apresentar sinais de retomada ao longo de 2025, com retomada dos investimentos.
Ainda assim, Danilo rejeita a ideia de que a Layers esteja buscando adquirir empresas fragilizadas ou ativos descontados. “Não quero que o empreendedor tenha a visão de que está de alguma forma se desvalorizando”, afirma.
Segundo ele, a proposta é construir uma estratégia de crescimento conjunto e de longo prazo, distante da lógica de retorno acelerado típica de fundos de venture capital. “Queremos fortalecer o ecossistema. Acreditamos que a interoperabilidade entre soluções é o caminho para uma educação mais eficiente, inclusiva e personalizada”, diz.
A Layers atingiu breakeven em 2023 e afirma manter margem EBITDA superior a 40%. Atualmente, a plataforma atende mais de 9 mil instituições de ensino e cerca de 3,5 milhões de alunos. A expectativa é dobrar de tamanho nos próximos dois anos, combinando expansão internacional e novas integrações ao ecossistema.
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A Layers, plataforma que reúne soluções digitais para instituições de ensino em um ecossistema integrado, colocou novas aquisições entre as prioridades para os próximos anos. Para acelerar esse movimento, a edtech lançou um programa de M&A com R$ 5 milhões destinados à aquisição e incorporação de startups de educação na América Latina.
Os recursos fazem parte da rodada de R$ 21 milhões captada em 2025, liderada pela canadense Constellation Software. Segundo Danilo Yoneshige, CEO da Layers, a possibilidade de realizar aquisições já estava prevista na tese do investimento. “A última rodada já foi estruturada com um olhar para M&As”, diz ao Startups. Uma parcela do aporte foi separada desde a rodada para viabilizar futuras aquisições.
Segundo o executivo, a estratégia responde a um problema estrutural do setor educacional. Um estudante utiliza, em média, sete soluções digitais diferentes ao longo de um ano letivo. Ao longo de toda a vida escolar, uma família pode chegar a interagir com mais de uma centena de plataformas distintas. Para a Layers, essa fragmentação dificulta a experiência de alunos, responsáveis e instituições, criando uma oportunidade para consolidar serviços em torno do que a companhia chama de SuperApp da Educação.
Pipeline aberto para startups
Diferentemente do modelo tradicional de fusões e aquisições, conduzido de forma reservada, a Layers decidiu abrir publicamente o processo de prospecção. Startups com soluções voltadas ao setor educacional podem se candidatar por meio de uma página criada especificamente para a iniciativa.
De acordo com o CEO, a decisão busca aproximar a companhia de empreendedores que historicamente enfrentam dificuldades para captar recursos ou encontrar compradores estratégicos. “Edtechs estão muito acostumadas a receber ‘não’, pois é um setor que leva mais tempo para gerar retorno financeiro”, afirma Danilo.
Ao tornar o processo público, a Layers quer sinalizar que existe demanda por soluções capazes de complementar seu ecossistema.
O programa prevê aportes de menor porte, com possibilidade de follow-on, mas não estabelece metas de quantidade de aquisições. “O foco não é gerar retorno financeiro no curto prazo, e sim agregar valor à nossa base”, afirma o CEO.
Na avaliação das empresas candidatas, fatores como qualidade da equipe fundadora e clareza na definição do problema resolvido pesam mais do que o estágio de maturidade ou faturamento.
De acordo com Danilo, a iniciativa já começou a atrair interessados, e na primeira semana após o anúncio, a empresa já iniciou conversas com potenciais alvos.
Verticais prioritárias
A tese de aquisição está concentrada em soluções complementares às oferecidas atualmente pela Layers, e não em concorrentes diretos. As áreas prioritárias incluem ferramentas de engajamento escolar, com foco na comunicação entre escolas e famílias; soluções de vendas e marketplace, voltadas para matrículas, contratos e pagamentos; e plataformas integradoras capazes de conectar sistemas acadêmicos, financeiros e ERPs.
A escolha segue o que a companhia define como seu “tripé educacional”: relacionamento entre escola e família, integração tecnológica e gestão financeira. Embora o foco inicial esteja no mercado brasileiro, o programa também está aberto a startups de outros países da América Latina, especialmente daqueles onde a Layers já possui operação, como México e Argentina.
Estratégia de consolidação
Para a companhia, a iniciativa surge em um momento de mudança no ecossistema de startups. Após a desaceleração observada entre 2022 e 2023, marcada pela redução dos investimentos de venture capital e pela queda na atividade de M&A, o mercado passou a apresentar sinais de retomada ao longo de 2025, com retomada dos investimentos.
Ainda assim, Danilo rejeita a ideia de que a Layers esteja buscando adquirir empresas fragilizadas ou ativos descontados. “Não quero que o empreendedor tenha a visão de que está de alguma forma se desvalorizando”, afirma.
Segundo ele, a proposta é construir uma estratégia de crescimento conjunto e de longo prazo, distante da lógica de retorno acelerado típica de fundos de venture capital. “Queremos fortalecer o ecossistema. Acreditamos que a interoperabilidade entre soluções é o caminho para uma educação mais eficiente, inclusiva e personalizada”, diz.
A Layers atingiu breakeven em 2023 e afirma manter margem EBITDA superior a 40%. Atualmente, a plataforma atende mais de 9 mil instituições de ensino e cerca de 3,5 milhões de alunos. A expectativa é dobrar de tamanho nos próximos dois anos, combinando expansão internacional e novas integrações ao ecossistema.
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Artigo originalmente publicado em
startups.com.br