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Lemon mira consumidor residencial e aposta em aquisições para crescer

Redação Recifes
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Lemon mira consumidor residencial e aposta em aquisições para crescer

Quatro anos depois de levantar sua última rodada de investimento – uma Série A de R$ 60 milhões – a Lemon Energia viu seu número de clientes crescer quatro vezes, passando de uma base de 10 mil em 2022 para 40 mil em 2026, com foco principalmente em pequenas e médias empresas. Agora, a startup quer acelerar esse crescimento, levando sua plataforma aos consumidores residenciais de energia.

Fundada em 2019 pelo trio Rafael Vignoli (CEO), Luciano Pereira (CTO) e Rafael Mezzomo, a Lemon conecta geradores de energia limpa a consumidores. Recentemente, a startup foi uma das vencedoras categoria ouro do Energy Summit Awards 2026, na categoria Sustentabilidade.

Além do crescimento na base de clientes, a Lemon saiu de menos de 50 usinas conectadas à sua plataforma para mais de 250, majoritariamente solares. A presença geográfica também se expandiu: de menos de cinco para mais de dez estados, com operação em mais de 15 distribuidoras de energia.

Umas das principais “avenidas” desse crescimento recente, segundo o CEO, tem sido uma frente que a startup chama de “deals inorgânicos”. “Como a gente desde o começo investiu muito em tech, nos últimos dois anos, uma das grandes avenidas do nosso crescimento tem sido esses players que não estão muito bem, que literalmente escolhem a Lemon como parceiro para transferir a carteira de clientes deles para a gente”, explica Rafael.

Segundo o CEO, essas parcerias geram ganhos em duas frentes. De um lado, os parceiros deixam de arcar com o custo de manter uma equipe própria para operar essa relação com os clientes, podendo se concentrar no core do negócio, como operar as usinas. Além disso, como a operação da Lemon é orientada por tecnologia, ela consegue reduzir o churn e a inadimplência, melhorar o NPS e garantir, via algoritmos, que os créditos de energia gerados estejam de fato sendo monetizados, o que, de acordo com o executivo, eleva diretamente o retorno sobre o capital investido pelos parceiros.

Neste ano, a empresa já fechou dois desses acordos e deve chegar a quatro até o fim de 2026. Até então, esses movimentos não envolveram a compra de participação societária das empresas parceiras, apenas a transferência da base de clientes. No entanto, isso pode estar prestes a mudar. Rafael conta que a Lemon está avaliando aquisições, com objetivo de se tornar uma consolidadora do setor de geração distribuída.

Entrada no B2C e mercado livre

Entre os planos para os próximos meses também está o lançamento de um produto voltado ao público residencial, com testes previstos para começar já no mês que vem. Até aqui, a Lemon concentrou sua atuação em pequenas e médias empresas; agora, a aposta é diversificar a base de clientes com contas de ticket médio menor, mas em maior volume.

O segundo grande movimento da companhia é a entrada no Mercado Livre de Energia. A abertura do mercado livre para consumidores de baixa tensão comercial está prevista para novembro de 2027, com a liberação para o público residencial em novembro de 2028. A Lemon planeja anunciar sua entrada no segmento já no último trimestre deste ano.

A mudança regulatória vai trazer novas possibilidades para a startup. Hoje, a geração distribuída exige que a usina fornecedora esteja localizada na mesma área de concessão da distribuidora que atende o consumidor. Como dificilmente há usinas em grandes cidades, isso acaba excluindo a possibilidade de os consumidores nas capitais usufruírem desse mercado.

“Com a abertura do mercado livre, eu posso atender São Paulo capital, por exemplo. São milhões de consumidores. O mesmo vale para o Rio de Janeiro. Então abre praças super estratégicas, e nós acreditamos que estamos em um nível de maturidade bom para entrar”, afirma.

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Artigo originalmente publicado em startups.com.br
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