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Lido Pimienta dispara contra bilionários: 'É de péssimo gosto'

Redação Recifes
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Lido Pimienta dispara contra bilionários: 'É de péssimo gosto'

Lido Pimienta não tem medo de falar o que pensa. A provocadora artista colombiana-canadense segue gerando polêmica nas redes e em suas apareções públicas com posicionamentos que vão muito além da música. Enquanto a Colômbia se aproxima de eleições presidenciais críticas, a compositora volta seus holofotes para questões políticas que a afetam profundamente, principalmente a possibilidade de candidatos ligados ao conservadorismo assumirem o poder.

Conhecida por sua irreverência e experimentalismo sonoro, Pimienta conquistou espaço conquistando o prêmio musical de maior prestígio do Canadá – superando até mesmo o lendário Leonard Cohen em reconhecimento internacional. Sua obra é marcada pela fusão criativa entre o dembow caribenho e elementos da música clássica, criando uma identidade sonora única que desafia categorias tradicionais. Mas é fora dos estúdios que ela realmente faz barulho.

A artista não economiza críticas quando o assunto é desigualdade social e exploração econômica. Em tom irreverente, Pimietta criticou duramente a idolatria ao universo bilionário, chamando-a de profundamente tacky – expressão que resume sua repugnância pela ostentação e pela concentração de riqueza extrema. Para ela, o luxo desmesurado é não apenas injusto, mas esteticamente desagradável.

Seu maior temor atual concentra-se em candidatos de extrema direita na Colômbia que querem abrir o país para exploração de recursos naturais através de fracking, além de aumentar a influência estadunidense na região. Pimietta enxerga nessas políticas uma ameaça existencial ao patrimônio natural e à soberania de sua terra natal, mobilizando sua voz e seu alcance para alertar seguidores sobre os riscos políticos do momento.

Com seu estilo que ela mesma descreve como entrar em 'modo Enya' – referência à artista irlandesa conhecida por sua introspecção criativa – Lido Pimietta continua provocando reflexões sobre classe, exploração e a responsabilidade de quem tem voz amplificada numa indústria que lucra com desigualdades. Para ela, ser artista é também ser guerrilheira cultural.

Artigo originalmente publicado em www.theguardian.com
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