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Lucro do Bradesco (BBDC4) sobe 16% no 2T26, a R$ 7 bilhões. Agora, a virada vai acelerar?

Redação Recifes
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Lucro do Bradesco (BBDC4) sobe 16% no 2T26, a R$ 7 bilhões. Agora, a virada vai acelerar?
Foto: Monstera Production / Pexels

Após uma sequência de trimestres de recuperação e de finalmente reconquistar a confiança do mercado, o Bradesco (BBDC4) entrou na temporada de balanços do segundo trimestre de 2026 (2T26) com pouca margem para tropeços. 

O banco comandado por Marcelo Noronha reportou lucro líquido recorrente de R$ 7,05 bilhões entre abril e junho, alta de 16,2% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado veio levemente acima da expectativa do mercado, que previa um lucro de R$ 6,988 bilhões, segundo consenso da Bloomberg

Com isso, o Bradesco completa o décimo trimestre consecutivo de melhora desde o início do turnaround.  

Mas a régua dos investidores também subiu. Se antes bastava mostrar uma recuperação gradual dos resultados, agora a cobrança é por uma rentabilidade mais robusta — e por sinais de que a virada ainda pode ganhar velocidade. 

"Reafirmamos o nosso compromisso de aumentar o nosso lucro, step by step. Trabalhamos para aumentar nossa competitividade no curto e no longo prazo e isso vem se mostrando verdadeiro, tanto do lado das receitas, quanto das despesas bem controladas.”, disse Marcelo Noronha, CEO do Bradesco, em nota.

O retorno sobre o patrimônio líquido médio anualizado (ROAE), principal termômetro dessa recuperação, ficou em 16%, em linha com as projeções. 

O indicador avançou 0,2 ponto percentual na comparação trimestral e 1,4 p.p. em relação ao segundo trimestre de 2025. 

Com o resultado, o Bradesco conseguiu superar a rentabilidade do Santander Brasil (SANB11), que entregou um ROE de 12,5% no período, embora ainda opere distante dos 24,3% de retorno do Itaú Unibanco (ITUB4). 

Crédito cresce com freio puxado e inadimplência segue no radar 

A estratégia do Bradesco pouco mudou ao longo do trimestre. O banco continuou privilegiando operações com garantias e clientes de maior renda, estratégia que ajuda a preservar a qualidade da carteira em um ambiente ainda cercado de incertezas, mas também limita um crescimento mais acelerado das concessões. 

Ainda assim, a carteira de crédito expandida cresceu 11,6% em relação ao mesmo período do ano passado e 4,3% frente ao trimestre anterior, encerrando junho em R$ 1,13 trilhão. 

Na inadimplência, os indicadores seguiram sob controle. O índice de atrasos superiores a 90 dias teve um leve avanço de 0,2 ponto percentual na comparação anual e variou 0,1 p.p. frente ao trimestre anterior, fechando o período em 4,3%.  

Segundo Noronha, o Bradesco fez um "ajuste fino" nos modelos e na exposição a linhas e grupos e clientes mais arriscados. “Em cenário de guerra e às vésperas de eleições, seguiremos com moderação em nosso apetite ao risco."

Já as provisões para perdas no crédito (PDD) — o colchão que os bancos mantêm para absorver eventuais calotes — saltaram 21,4% em relação ao segundo trimestre de 2025 e 3,3% na comparação trimestral, totalizando R$ 10,85 bilhões.

Outros destaques do balanço do Bradesco (BBDC4) 

Na linha de receitas, a margem financeira — que mede a diferença entre o que o banco ganha ao emprestar e o que paga para captar recursos — somou R$ 20,87 bilhões no trimestre, uma alta de 15,7% em relação ao segundo trimestre de 2025. 

Dentro desse resultado, a margem com clientes cresceu 13,8% no mesmo período, alcançando R$ 20,19 bilhões. 

Já a margem financeira com o mercado, ligada às operações de tesouraria, saltou 133% na comparação anual e 21,7% frente ao trimestre anterior, somando R$ 673 milhões. 

"O bom desempenho das nossas receitas é prova disso. Receitas mais resilientes ao cenário macro e bem diversificadas. Esse foi um dos principais destaques do trimestre", afirma o CEO do Bradesco.

De acordo com o banco, o desempenho das receitas reflete a maior diversificação e o peso de negócios como alta renda, consórcios e seguros, além do aumento de competitividade pelo plano de transformação e a originação de crédito priorizando linhas garantidas e bom retorno ajustado ao risco.

Tarifas crescem, despesas seguem no radar 

As receitas com tarifas e prestação de serviços cresceram 1,7% na comparação anual, totalizando R$ 10,48 bilhões. 

Do lado dos custos, o Bradesco registrou despesas operacionais de R$ 16,43 bilhões, uma variação de 3,4% em relação ao mesmo período do ano passado. 

*Conteúdo em atualização.  

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Artigo originalmente publicado em www.seudinheiro.com
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