A 100 dias do primeiro turno, a eleição de 2026 continua aberta, mas não exatamente sob a mesma pressão para os dois lados. Lula segue com vantagem nas sondagens mais recentes, enquanto Flávio Bolsonaro tenta sustentar uma candidatura que já nasceu cercada de ruído político e desgaste público.
O principal problema do senador, neste momento, não é apenas a fotografia das pesquisas. É a sequência de episódios que o empurraram para a defensiva: a repercussão do caso Master, as perguntas sobre o dinheiro ligado ao filme 'Dark Horse' e a dificuldade de converter apoio familiar em capital eleitoral real.
Como se não bastasse, a campanha ganhou mais um foco de instabilidade com o vídeo divulgado por Michelle Bolsonaro. O episódio expôs, em rede aberta, uma disputa interna que enfraquece a narrativa de unidade no bolsonarismo e reforça a impressão de que a família virou também parte do problema, não só da solução.
Do outro lado, o TSE se prepara para uma batalha paralela: a inteligência artificial. A discussão sobre deepfakes, manipulação de conteúdo e limites da propaganda digital deve ocupar espaço central na campanha, justamente num ambiente em que a polarização continua alta e o eleitor ainda não parece totalmente fechado.