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Max tem filme bom sobrando: 10 escolhas certeiras para não perder tempo rolando a tela

Max tem filme bom sobrando: 10 escolhas certeiras para não perder tempo rolando a tela

Quem nunca ficou dez, quinze minutos rolando o catálogo de um streaming sem conseguir decidir o que assistir que atire a primeira pipoca. A Max — antiga HBO Max — é especialmente traiçoeira nesse sentido: o acervo é tão robusto que a abundância vira quase um problema. Para encurtar esse caminho, reunimos dez filmes que valem cada minuto do seu tempo, seja você fã de ação, drama intimista ou ficção científica de alto nível.

Para quem gosta de escala épica, Duna (2021), de Denis Villeneuve, é referência obrigatória. A adaptação do romance de Frank Herbert entrega paisagens alienígenas deslumbrantes e uma narrativa política surpreendentemente sofisticada para um blockbuster. Na mesma pegada de cinema autoral com orçamento hollywoodiano, A Origem (2010) de Christopher Nolan segue sendo uma das experiências mais desafiadoras e recompensadoras do cinema contemporâneo — um daqueles filmes que rendem debate até hoje. Completando esse trio de ficção científica exemplar, Matrix (1999) permanece tão urgente quanto na época de seu lançamento, e vale muito reassistir com olhos de 2026.

No campo do drama, o catálogo entrega obras que ficam na cabeça. Coringa (2019), com Joaquin Phoenix em performance devastadora, é um estudo de personagem que usa a estética dos quadrinhos para falar de isolamento e colapso social. Já Spotlight — Segredos Revelados (2015) é jornalismo e cinema no seu melhor: um thriller investigativo baseado em fatos reais que prende sem precisar de uma única cena de ação. Para quem prefere algo mais visceral, Mad Max: Estrada da Fúria (2015) é possivelmente o filme de ação mais bem dirigido da última década — George Miller transformou uma perseguição de dois horas em obra de arte cinética.

A seleção se completa com apostas para diferentes humores. Barbie (2023) provou que cinema comercial pode ser inteligente, subversivo e divertidíssimo ao mesmo tempo — e a direção de Greta Gerwig merece mais crédito do que recebeu. O Grande Hotel Budapeste (2014), de Wes Anderson, é para os momentos em que se quer algo visualmente irresistível e com um roteiro afiado. A Liga da Justiça de Zack Snyder (2021) pode ser excessiva em duração, mas é um exemplo raro de uma obra resgatada pelo público em sua forma definitiva. E para fechar com chave de ouro, Interestelar (2014) ainda é capaz de provocar aquela sensação rara de sair do cinema — mesmo que seja do sofá — com a cabeça a mil.

O ponto é: a Max não falta em qualidade, falta tempo de tela. Com essa lista em mãos, você pode pular direto para o que importa e deixar o algoritmo de recomendação descansar por uma noite.

Artigo originalmente publicado em cinepop.com.br
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