O chanceler alemão, Friedrich Merz, aproveitou um encontro com líderes dos países bálticos para defender a postura de Berlim em segurança e gastos militares. A mensagem veio em um momento de pressão renovada dos Estados Unidos, depois de Donald Trump acusar a Alemanha de ficar atrás de outros membros da OTAN no esforço de defesa.
Durante a agenda diplomática, Merz procurou mostrar que a Alemanha está ampliando sua contribuição para a proteção coletiva europeia. O recado foi dirigido não apenas aos aliados do Leste Europeu, mas também ao público interno, num debate que há anos acompanha a política externa alemã: quanto o país deve investir para sustentar a própria credibilidade estratégica.
A interlocução com os governos bálticos tem peso especial porque Estônia, Letônia e Lituânia veem a presença militar ocidental como questão de sobrevivência diante da ameaça russa. Nesse contexto, a posição alemã é observada com atenção, sobretudo quando Berlim tenta se firmar como pilar de segurança no continente.
As críticas de Trump recolocam a discussão sobre divisão de encargos na aliança atlântica. Para Merz, a resposta passa por enfatizar que a Alemanha já se moveu na direção de mais investimento e maior responsabilidade militar, tentando rebater a imagem de atraso que o republicano voltou a explorar.