Lionel Messi acrescentou mais um capítulo à sua longa relação com a Copa do Mundo. Ao marcar contra a Áustria, o capitão da Argentina atingiu o 18º gol em Mundiais e passou a ocupar sozinho o posto de maior artilheiro da história do torneio, superando a marca de Marta.
O número ajuda a medir uma carreira que foi mudando de forma ao longo dos anos. Messi já foi o jovem prodígio cercado por expectativa, o craque contestado por não repetir com a seleção o mesmo brilho dos clubes, o líder que aprendeu a carregar a equipe nas costas e, mais recentemente, o símbolo de uma Argentina madura e competitiva.
A cada Copa, o camisa 10 parece ter ocupado uma versão diferente de si mesmo. Em vez de ser apenas o atacante que decide partidas, tornou-se também organizador, referência emocional e ponto de equilíbrio de um time que passou a girar em torno de sua leitura de jogo e de sua capacidade de aparecer nos momentos decisivos.
Ao alcançar a liderança histórica da artilharia, Messi transforma estatística em narrativa. O recorde não resume sua importância, mas confirma a dimensão de um jogador cuja presença em Mundiais atravessou gerações e alterou a maneira como a Argentina se entende dentro do futebol internacional.