Meta lança óculos inteligentes mais baratos e acirra disputa com Google
A Meta apresentou nesta semana uma nova linha de óculos inteligentes por US$ 299 (cerca de R$ 1.500), em mais um passo da estratégia de Mark Zuckerberg para consolidar a empresa no mercado de dispositivos vestíveis. O lançamento, explica a CNBC, chega com preço mais baixo que a geração anterior e tenta ampliar o alcance dos smart glasses em um segmento ainda em expansão.
O anúncio também reforça uma disputa que já começa a ganhar corpo no setor. Embora ainda pequeno, o mercado de óculos inteligentes é hoje liderado pela própria Meta em parceria com a EssilorLuxottica, dona da Ray-Ban.
Óculos da Meta permitem tirar fotos, gravar vídeos e usar IA por comandos de voz em tempo real. – (Imagem gerada por inteligência artificial-ChatGPT/Olhar Digital)
Um produto mais simples, mais barato e menos “de moda”
Os novos Meta Glasses chegam por US$ 299 (R$ 1.500), valor pelo menos US$ 80 (R$ 400) abaixo da versão anterior da linha Ray-Ban inteligente. A diferença, no entanto, não está só no preço. Desta vez, os óculos deixam de lado as marcas Ray-Ban e Oakley, mesmo mantendo a parceria com a EssilorLuxottica.
Isso dá um sinal interessante do reposicionamento da Meta. Em vez de depender do apelo de marcas já consolidadas no universo da moda, a empresa parece tentar empurrar o produto mais para o lado tecnológico — menos acessório estiloso, mais dispositivo do dia a dia.
O que dá para fazer com os Meta Glasses
Mesmo sem tela, os óculos trazem uma proposta bem direta: funcionar como um “companheiro” de bolso — ou melhor, de rosto. Eles vêm com câmera integrada e alto-falantes embutidos, permitindo capturar imagens, gravar vídeos e interagir com a inteligência artificial da Meta por voz.
Na prática, isso abre espaço para usos bem variados ao longo do dia.
tirar fotos e gravar vídeos sem usar as mãos
ouvir áudio direto pelos alto-falantes dos óculos
acionar a IA da Meta por comandos de voz
fazer traduções em tempo real em conversas
identificar e descrever o ambiente ao redor
escolher entre três modelos diferentes de armação
A empresa também lançou uma nova base de carregamento específica para o produto, reforçando a ideia de um ecossistema próprio em torno dos óculos.
Óculos inteligentes da Meta funcionam como “companheiro de rosto” com recursos de IA e tradução. – Imagem: Divulgação/Meta
A corrida dos óculos inteligentes está só começando
A Meta ainda está na frente nesse mercado, que continua pequeno, mas começa a se mover mais rápido. Em parceria com a EssilorLuxottica, a companhia já vendeu milhões de unidades desde 2021 e hoje concentra mais de 80% de participação no segmento.
Leia mais:
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Mark Zuckerberg vê esses óculos como um passo intermediário para algo maior: uma nova forma de computação baseada em inteligência artificial, que no futuro pode incluir telas diretamente nas lentes.
Enquanto isso, os concorrentes começam a reagir. O Google fechou parceria com a Warby Parker para desenvolver óculos com IA Gemini, e a Snap apresentou recentemente um modelo de US$ 2.195 (cerca de R$ 11.500), mirando uma evolução que, segundo a empresa, pode até substituir o smartphone.
Mesmo assim, o contraste é claro. A Meta teve muito mais tração com smart glasses do que com seus headsets de realidade virtual, que seguem mais restritos a nichos específicos.
No fim, esse lançamento reforça uma mudança maior em curso. A computação, aos poucos, começa a sair das telas tradicionais — e a disputar espaço direto no rosto do usuário, ainda que esse futuro esteja longe de ser completamente definido.
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O anúncio também reforça uma disputa que já começa a ganhar corpo no setor. Embora ainda pequeno, o mercado de óculos inteligentes é hoje liderado pela própria Meta em parceria com a EssilorLuxottica, dona da Ray-Ban.
Óculos da Meta permitem tirar fotos, gravar vídeos e usar IA por comandos de voz em tempo real. – (Imagem gerada por inteligência artificial-ChatGPT/Olhar Digital)
Um produto mais simples, mais barato e menos “de moda”
Os novos Meta Glasses chegam por US$ 299 (R$ 1.500), valor pelo menos US$ 80 (R$ 400) abaixo da versão anterior da linha Ray-Ban inteligente. A diferença, no entanto, não está só no preço. Desta vez, os óculos deixam de lado as marcas Ray-Ban e Oakley, mesmo mantendo a parceria com a EssilorLuxottica.
Isso dá um sinal interessante do reposicionamento da Meta. Em vez de depender do apelo de marcas já consolidadas no universo da moda, a empresa parece tentar empurrar o produto mais para o lado tecnológico — menos acessório estiloso, mais dispositivo do dia a dia.
O que dá para fazer com os Meta Glasses
Mesmo sem tela, os óculos trazem uma proposta bem direta: funcionar como um “companheiro” de bolso — ou melhor, de rosto. Eles vêm com câmera integrada e alto-falantes embutidos, permitindo capturar imagens, gravar vídeos e interagir com a inteligência artificial da Meta por voz.
Na prática, isso abre espaço para usos bem variados ao longo do dia.
tirar fotos e gravar vídeos sem usar as mãos
ouvir áudio direto pelos alto-falantes dos óculos
acionar a IA da Meta por comandos de voz
fazer traduções em tempo real em conversas
identificar e descrever o ambiente ao redor
escolher entre três modelos diferentes de armação
A empresa também lançou uma nova base de carregamento específica para o produto, reforçando a ideia de um ecossistema próprio em torno dos óculos.
Óculos inteligentes da Meta funcionam como “companheiro de rosto” com recursos de IA e tradução. – Imagem: Divulgação/Meta
A corrida dos óculos inteligentes está só começando
A Meta ainda está na frente nesse mercado, que continua pequeno, mas começa a se mover mais rápido. Em parceria com a EssilorLuxottica, a companhia já vendeu milhões de unidades desde 2021 e hoje concentra mais de 80% de participação no segmento.
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Enquanto isso, os concorrentes começam a reagir. O Google fechou parceria com a Warby Parker para desenvolver óculos com IA Gemini, e a Snap apresentou recentemente um modelo de US$ 2.195 (cerca de R$ 11.500), mirando uma evolução que, segundo a empresa, pode até substituir o smartphone.
Mesmo assim, o contraste é claro. A Meta teve muito mais tração com smart glasses do que com seus headsets de realidade virtual, que seguem mais restritos a nichos específicos.
No fim, esse lançamento reforça uma mudança maior em curso. A computação, aos poucos, começa a sair das telas tradicionais — e a disputar espaço direto no rosto do usuário, ainda que esse futuro esteja longe de ser completamente definido.
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Artigo originalmente publicado em
olhardigital.com.br