O cientista americano John B. Goodenough morreu no domingo, 25 de junho de 2023, aos 100 anos, em Austin, no Texas. Referência na ciência dos materiais, ele entrou para a história por impulsionar o desenvolvimento das baterias de íon-lítio, base da mobilidade elétrica e de boa parte da eletrônica moderna.
Goodenough dividiu o Nobel de Química de 2019 com Stanley Whittingham e Akira Yoshino. Aos 97 anos, tornou-se o mais velho a receber o prêmio, reconhecimento que coroou décadas de pesquisa em estruturas capazes de armazenar mais energia, com mais eficiência e menor peso.
Seu trabalho ajudou a abrir caminho para a popularização de celulares, computadores portáteis e, mais tarde, veículos elétricos. Em um momento em que o mundo busca reduzir a dependência de combustíveis fósseis, a contribuição de Goodenough segue no centro da transição energética.
Além do Nobel, ele acumulou passagens marcantes por instituições como MIT, Universidade de Oxford e Universidade do Texas em Austin. A trajetória de Goodenough combina ciência de longo prazo, impacto industrial e uma rara permanência no topo da relevância científica até idade avançada.