O senador republicano Lindsey Graham, um dos nomes mais influentes do Congresso americano e estreito aliado do ex-presidente Donald Trump, morreu em decorrência de uma enfermidade descrita por sua equipe como breve e súbita. A notícia pegou Washington de surpresa e repercutiu rapidamente nos círculos políticos e diplomáticos de todo o mundo.
Graham havia retornado recentemente de uma viagem a Kiev, capital da Ucrânia, onde se encontrou com o presidente Volodymyr Zelensky na última sexta-feira. O encontro fazia parte de seu histórico engajamento pessoal com a causa ucraniana — o senador era um dos defensores mais veementes do apoio militar americano ao país em guerra. A viagem à zona de conflito ativo, prática relativamente comum entre autoridades ocidentais desde 2022, marcou seus últimos dias em atividade pública.
Figura central na política externa dos Estados Unidos por décadas, Graham ocupava o Senado pelo estado da Carolina do Sul e era conhecido por suas posições firmes em temas de segurança nacional e política internacional. Apesar de ter protagonizado divergências públicas com Trump no passado, tornou-se um dos aliados mais leais do republicano ao longo dos últimos anos, influenciando debates que vão de acordos de paz no Oriente Médio à configuração da OTAN.
A morte do senador abre um vácuo político relevante num momento de intensas negociações internacionais envolvendo o conflito na Ucrânia, as relações entre Washington e seus aliados europeus e os desdobramentos da política externa americana. Seu nome era frequentemente citado em conversas sobre o futuro da ajuda militar ao governo de Zelensky.
Autoridades de ambos os partidos nos Estados Unidos prestaram homenagens ao parlamentar. A data e os detalhes das cerimônias fúnebres ainda não foram confirmados oficialmente pela família.