Há 18 anos, Richard Zeiger conheceu Moises Swirski enquanto fazia uma pós-graduação na Califórnia. O encontro, motivado pelo filho de Moises, acabou moldando sua carreira. Poucos meses depois, Richard voltou ao Brasil para integrar a MSW Capital, que na época ainda atuava como boutique de M&A. Desde então, ele acompanhou a transformação da empresa em uma das principais gestoras brasileiras especializadas em corporate venture capital (CVC), hoje no seu quinto fundo.
Essa trajetória foi o tema do novo episódio do Encontro de Segunda, podcast realizado pelo Startups em parceria com o Canal21, apoiado pelo Instituto 12 e pela Zoox Smart Data. Em conversa com Stephanie Tondo e William Passos, Richard falou sobre o amadurecimento do mercado de CVC no Brasil, os critérios para analisar startups e o papel do Rio de Janeiro no ecossistema brasileiro de inovação.
O Encontro de Segunda nasce com a proposta de dar voz ao empreendedorismo com identidade carioca, integrando conteúdo ao vivo, experiência presencial e conexões de valor.
Durante o encontro, o entrevistado também recebe no estúdio convidados que fizeram parte da sua trajetória, tornando a experiência mais dinâmica e interativa. Neste episódio, Richard recebeu o próprio sócio, Moises, além do irmão, Patrick, e o melhor amigo, Marcio Duek.
Além de contar como se conheceram, Moises comentou sobre a mudança de boutique de M&A para gestora de CVC, o que trouxe um desafio diferente: atender simultaneamente investidores e empreendedores.
“O desafio era trabalhar para esses dois sem conflito”, disse ele, que comemora a mudança de rota da empresa: “A gente ficou totalmente consumido pelo venture. Tem muito mais vida. A gente ajuda a construir tijolo por tijolo, e isso dá uma energia inacreditável”.
Para Richard, o corporate venture capital representa uma das formas mais sofisticadas de inovação aberta. Diferentemente de programas de aceleração ou inovação corporativa tradicionais, o modelo exige que grandes empresas aceitem aprender com startups e, principalmente, assumam uma posição de sócias minoritárias.
“Fazer CVC para uma corporação é um exercício de humildade. Ela sabe que não vai fazer dentro de casa tão bem, sabe que precisa aprender e essa é uma grande oportunidade. As corporações que percebem isso como oportunidade de negócio se alavancam”, afirma.
O lançamento do BB Ventures II acontece em um momento que Richard considera particularmente favorável para novos investimentos. Segundo ele, a inteligência artificial vem acelerando transformações profundas em praticamente todos os setores da economia.
Mais do que investir em negócios, porém, Richard contou que a conexão com o founder é um dos critérios fundamentais para a escolha das investidas. “Uma das perguntas que a gente sempre faz é se a gente se vê trabalhando para essas pessoas. Pode ter o melhor valuation, a melhor solução, o melhor mercado. Se não tiver uma empatia, uma vontade de estar junto, de trabalhar e botar a mão, a gente não vai”.
A primeira série do Encontro foi gravada durante o mês de maio e está disponível nas plataformas do Startups e Canal21 no YouTube e Spotify.
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