Encontro reuniu estudantes do curso de graduação com empresas investidas da MSW Capital | Foto: Divulgação A MSW Capital e o Impa Tech deram início a uma parceria para conectar os alunos da graduação de Matemática da Tecnologia e Inovação às startups investidas pela gestora. O primeiro encontro aconteceu nesta terça-feira (07), no prédio da instituição, na Região Portuária do Rio de Janeiro.
Neste primeiro momento, a MSW levou os fundadores das startups Árvore (edtech), iRancho (agtech) e TideWise (embarcações autônomas) para apresentar as empresas aos alunos e compartilhar desafios que podem ser resolvidos com soluções matemáticas.
A ideia é que, no futuro, sejam formados grupos de alunos para trabalharem em cima desses desafios, por meio de um contrato de estágio nessas startups.
Moises Swirski, fundador da MSW, avaliou o encontro como um passo importante para aproximar talentos altamente qualificados dos desafios do mercado. Segundo ele, os estudantes têm uma formação excepcional em Matemática, mas ainda estão distantes do ambiente profissional. O evento permitiu que eles percebessem como podem contribuir para o crescimento de startups inovadoras.
“A expectativa é muito alta, porque estamos conectando um centro de excelência a startups que querem transformar o país”, disse ele, em entrevista ao Startups durante o evento.
Rafael Beraldo, gerente de de Desenvolvimento de Competências do Impa Tech, destacou que este é o primeiro ciclo de apresentação das empresas investidas da MSW para os alunos, que ainda contarão com novos ciclos de conversas.
“O objetivo é aproximá-los de desafios reais do mercado para que, quando os programas de estágio forem abertos, eles já estejam preparados para formar equipes e desenvolver soluções. A ideia também é que as empresas criem programas de estágio alinhados tanto a esses desafios quanto às habilidades dos alunos”, explicou.
Para Marcelo Viana, diretor geral do Impa Tech, a aproximação dos alunos com o ecossistema de empreendedorismo faz parte da proposta deste que é o primeiro curso de graduação do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa).
“A nossa aproximação com o setor produtivo público e privado é um axioma. Alguns dos nossos alunos certamente serão pesquisadores em Matemática, mas é muito forte aqui a busca por proximidade com as empresas. Nossa expectativa é que isso resulte numa parceria de longo prazo”, afirma.
Primeira turma de graduação
Criada em janeiro de 2024, a formação em Matemática da Tecnologia e Inovação tem como objetivo qualificar profissionais para o mercado que está se formando no Rio de Janeiro, em especial no hub do Maravalley, que divide o galpão de 10 mil metros quadrados com o Impa Tech. A primeira turma do Impa Tech se forma em 2028, e a partir de agosto deste ano já pode começar a buscar estágios em empresas.
Atualmente, o Maravalley possui cerca de 100 empresas residentes. Entre elas, a Dharma-AI, a healthtech Arvo, a Monking, empresa especializada em comunicação e inovação, e a Delta Entech, de tecnologia sustentável.
“Esse movimento que a MSW puxou, acho que precisamos fazer mais. Aproximar os empreendedores e as empresas desses alunos que estão se formando. A gente falou muito aqui de trazer problemas reais: resolver alguma coisa que é uma dor de alguém, que tem algum mercado. Isso é muito importante nesse momento para eles terem alguma vivência”, observa Daniel Barros, CEO do Maravalley.
Os desafios apresentados pelas startups vão desde desenvolvimento de modelos preditivos para ganho de peso do rebanho, até a criação de métricas para avaliar o nível de leitura dos estudantes, além de aplicação de IA e robótica para resolver problemas de navegação em embarcações autônomas.
O CEO da iRancho, Thiago Parente, destacou que a aproximação entre empresas e estudantes é essencial para reduzir a distância entre a formação acadêmica e as demandas do mercado. Segundo ele, iniciativas como essa tornam o aprendizado mais aplicado e facilitam a inserção dos alunos no mercado de trabalho. Ele também ressaltou que as áreas de estudo do Impa Tech estão diretamente conectadas às transformações impulsionadas por inteligência artificial, machine learning e ciência de dados, o que torna essa interação especialmente relevante para empresas que trabalham intensamente com informação.
João Leal, fundador da Árvore, contou que antes mesmo de os desafios começarem, já foi procurado pelos alunos com soluções para problemas complexos:
“Já saímos daqui com ideias de colaboração, como usar matemática e linguística para analisar os mais de 150 mil livros produzidos por alunos e entender a complexidade desses textos de acordo com fatores como idade e região”, disse.
Para Rafael Coelho, CEO da TideWise, iniciativas que aproximam a academia das empresas beneficiam os dois lados. “As empresas entendem melhor o que os jovens querem fazer e quais habilidades eles já têm para resolver problemas reais. Ao mesmo tempo, conseguimos identificar talentos e aproveitar o conhecimento que já existe na academia para enfrentar desafios técnicos”.
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