🌊 Negócios em Emersão  ·  Vamos Emergir?  ·  Cadastre-se e ganhe 50 REC de bônus

Na contramão do ‘boom’ do wellness, CEO da Panobianco diz por que a rede descarta investir em estúdios e academias boutique

0 visualizações
As academias boutique e os estúdios de bem-estar, popularmente conhecido pelo termo em inglês, wellness, têm passado por um “boom” entre os brasileiros. Pequenas marcas do setor fitness e mesmo grupos gigantes do setor estão investindo para abrir espaços de atividades físicas como spinning, funcional, boxe, corrida e outras modalidades que vão além da musculação tradicional. Porém, uma rede de academias vai na contramão: a Panobianco. A franqueadora, que tem mais de 430 unidades em operação, afirmou, ao Seu Dinheiro, que descarta a ideia de entrar na onda da abertura dos estúdios. Na visão de Felipe Barth, CEO do grupo, esse tipo de investimento seria uma distração para o negócio. “Eu mesmo venho de uma empresa desse segmento. Antes de assumir o cargo de CEO da Panobianco, fundei o estúdio de eletroestimulação Tecfit, então eu sei que é uma proposta de negócio totalmente diferente. Nosso foco na rede é crescer na academia tradicional.” Ganho de escala é o foco principal da academia Segundo Barth, um dos principais atributos da Panobianco é que a academia não opera com rede própria. A empresa é totalmente franqueadora e o CEO defende que esse modelo possibilita um ganho de escala acelerado. “Isso elimina um conflito de interesses com a escolha de pontos comerciais. Quando há operação própria, a companhia tende a pegar lugares melhores, não os deixar para os franqueados. Só com franquias, o objetivo é dar todo o suporte e potencializar o crescimento do empreendedor”, defende. Outro diferencial reforçado pelo CEO é o posicionamento forte entre os brasileiros de classe C. Com a estrutura tradicional de academias, é possível manter a mensalidade padrão abaixo dos grandes concorrentes, no valor de R$ 129. Para efeito de comparação, o plano mais básico da Smart Fit (SMFT3) oscila entre R$ 129,90 e R$ 149,90, a depender da unidade. LEIA MAIS: Por que o Itaú BBA enxerga a Panobianco como uma ameaça para a Smart Fit e defende que o grupo ‘veio para ficar’ Além de ter o público-alvo estabelecido entre classes mais baixas, a Panobianco busca localizações onde outras redes ainda não possuem unidades. “Nas últimas semanas, inauguramos uma academia em Morrinhos, uma cidade em Goiás com menos de 60 mil habitantes”, explica Barth. Com essas características no radar, a academia prefere ficar restrita ao que já oferece: musculação e aulas coletivas dentro das unidades. A Panobianco calcula que ainda há espaço para a abertura de 2 mil unidades tradicionais da rede. A estimativa considera que, atualmente, somente cerca de 7% da população adulta do Brasil frequenta academias. Na visão da rede, esse percentual tem potencial para saltar para 13% a 17%. O plano é expandir o modelo internacionalmente A estrutura da Panobianco é focada no que o CEO chama de “puro sangue”, que se refere a uma rede tradicional com o serviço bem-feito. Barth diz que as academias possuem um estilo industrial: padronizado, com equipamentos de alta qualidade. Enquanto há um “boom” de estúdios no país, principalmente nas grandes capitais, a rede de academias quer levar o que já sabe fazer para fora do Brasil. Em fevereiro deste ano, a empresa abriu uma unidade da academia no México e outras três já estão no radar para entrar em operação no país. Barth comenta que outras localidades também são consideradas para a expansão da rede. “Por enquanto, estamos fora do Brasil com operação própria, mas queremos começar a franquear em breve”, explica o CEO. Um dos nomes por trás dos planos de internacionalização da Panobianco é Chris Rondeau, que ocupa uma cadeira no conselho da Panobianco desde 2025. O norte-americano é ex-CEO da rede Planet Fitness, uma referência entre as academias low cost, e foi importante para a expansão da companhia que está presente em seis países. A rede tem o objetivo de atingir mil unidades no Brasil e em outros países em operação até 2028 — um crescimento de 132% em dois anos. Esforços para os franqueados Por ter todo o negócio no modelo de franquias — exceto no México, por enquanto —, Barth reforça que um dos grandes esforços e investimentos da Panobianco é o empreendedor da rede. A maioria dos franqueados tem somente uma academia, e passsa por um processo de profissionalização. Com treinamentos de gestão, o CEO defende que os investidores têm maior potencial para se tornar multioperadores. Para quem já possui mais de uma unidade, há mais incentivos: “Temos um sistema de governança de franquias, o Conselho dos Franqueados. Nele, temos um comitê de treinamentos que está desenvolvendo uma pós-graduação com a FGV para capacitar os multioperadores.” Além disso, a Panobianco tem uma relação com os franqueados que se assemelha ao modelo de assessoria de investimentos da corretora XP, segundo Barth. A empresa do mercado financeiro premia os melhores escritórios. “Temos o G10, que são os maiores operadores da Panobianco. Uma vez por mês eu tenho reuniões com os empreendedores desse grupo e ofereço alguns benefícios. Estendemos também ao S10, que são investidores menores, mas que vemos potencial para virarem grandes franqueados. Os benefícios são um incentivo para crescerem”, diz. Além da profissionalização e as reuniões mensais com o alto escalão da rede, esses franqueados têm acesso a crédito com taxas mais competitivas graças a um FIDC (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios) da Panobianco, que oferece financiamento para a abertura de unidades e a compra de equipamentos. The post Na contramão do ‘boom’ do wellness, CEO da Panobianco diz por que a rede descarta investir em estúdios e academias boutique appeared first on Seu Dinheiro.
Artigo originalmente publicado em www.seudinheiro.com
Compartilhar: