Nem mesmo o sucesso estrondoso de Toy Story 5 impediu que a Pixar fosse atingida por um novo processo de demissão em massa realizado pela Disney.
Segundo o Deadline, o estúdio de animação foi uma das divisões mais afetadas pelos cortes, chegando a aproximadamente mais de 100 demissões entre seus 1.100 funcionários.
O processo atingiu, em grande parte, equipes de produção e operação da Pixar. Não há indícios, por enquanto, de que algum executivo de cargo alto tenha sido demitido na nova leva de cortes.
Vale ressaltar que a rodada de demissões ocorre depois da Disney demitir cerca de 1 mil funcionários em abril deste ano. Os cortes também afetaram as divisões do National Geographic e da ESPN, sendo a maior demissão em massa realizada na Pixar desde maio de 2024, quando aproximadamente 175 pessoas foram dispensadas pelo estúdio.
O que está por trás das demissões
Não é de hoje que a Pixar vem passando por um momento difícil nos cinemas, embora conte com sucessos espaçados em meio ao baixo desempenho de histórias originais. Entre os destaques são o recente Toy Story 5, que está prestes a arrecadar US$ 1 bilhão em bilheteria mundial, e Divertida Mente 2 (2024), sequências de franquias já amadas pelo público.
O cenário pós-pandêmico, no entanto, tem afetado o estúdio quando o assunto são produções originais, como Cara de Um, Focinho de Outro (2026), um dos lançamentos mais recentes da Pixar nas telonas que conseguiu performar bem entre o público e a crítica.
Porém, segundo informações do The Wrap, a recepção positiva não foi o bastante, pois o longa-metragem teria sido o responsável pelas novas demissões por não ter conquistado o número esperado nas bilheterias, chegando a apenas US$ 390 milhões arrecadados.
Uma fonte próxima ao estúdio afirmou à Variety ainda que essas demissões podem refletir mudanças estruturais da Pixar em relação ao volume de projetos em andamento. Pelo que se sabe, a Disney quer priorizar qualidade em vez de quantidade para focar em lançamentos nos cinemas, com menos animações chegando diretamente ao streaming.
Outro ponto que pode dialogar com esse novo processo de cortes tem ligação justamente com os lançamentos diretos que a Pixar fez no Disney+ durante a pandemia, como Soul (2020), Luca (2021) e Red: Crescer é uma Fera (2022). Segundo a visão dos executivos, essa estratégia pode ter acostumado o público a ver filmes do estúdio em casa, afetando diretamente a bilheteria das novas estreias.
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