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Netflix reúne Kamala Harris, Hillary Clinton e Al Gore em série sobre os EUA

Netflix reúne Kamala Harris, Hillary Clinton e Al Gore em série sobre os EUA
<p>Imagine sentar à mesma mesa — ainda que virtualmente — com Kamala Harris, Hillary Clinton, Al Gore e Mike Pence para debater como os Estados Unidos se tornaram o que são hoje. É exatamente essa proposta ousada da nova docussérie da Netflix, <strong>The American Experiment</strong>, que chega ao catálogo global com um elenco de peso e uma pergunta simples, porém incômoda: o projeto americano ainda está de pé?</p><p>A produção convoca nomes que marcaram décadas de história política dos EUA para revisitar as fundações do país, seus ideais originais e as contradições que sempre estiveram presentes desde a independência. O resultado é uma viagem ao passado narrada por quem viveu — e protagonizou — o presente, criando uma ponte entre os pais fundadores e os dilemas contemporâneos da maior democracia do mundo.</p><p>O tom da série não é exatamente festivo, apesar do contexto comemorativo. A primeira faixa a encerrar o episódio de estreia é <em>Devil's Spoke</em>, da cantora britânica Laura Marling, cujo refrão carrega um aviso sombrio: 'Tudo isso pode ser quebrado'. A escolha musical diz muito sobre a abordagem da produção — longe de um documentário laudatório, a série prefere fazer perguntas difíceis a oferecer respostas fáceis.</p><p>Para os fãs de política e cultura pop ao mesmo tempo, ver figuras tão icônicas e tão opostas ideologicamente dividindo o mesmo espaço narrativo é, no mínimo, fascinante. Kamala Harris e Mike Pence, por exemplo, representam lados radicalmente diferentes do espectro político americano — e ainda assim concordam em participar de um projeto que tenta encontrar o fio comum da identidade nacional. Isso, por si só, já é um espetáculo.</p><p><strong>The American Experiment</strong> chega em momento mais do que oportuno: os Estados Unidos se preparam para celebrar 250 anos de independência em 2026, em um clima interno de profunda polarização. A Netflix aposta que resgatar as origens pode ajudar — ou ao menos provocar — uma reflexão sobre o destino do país. Vale o play.</p>
Artigo originalmente publicado em www.theguardian.com
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