O Nintendo Switch é um dos consoles mais vendidos da história, então é de se imaginar que o Switch 2, seu sucessor, seja um dos mais desejados do momento. E, um ano após o lançamento, já podemos ter uma boa ideia do que ele oferece e o que podemos esperar daqui para frente.
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O Olhar Digital preparou uma análise completa do Nintendo Switch 2: confira abaixo as principais características positivas, as fraquezas dele e tudo o que você precisa saber antes de comprar o seu:
O Nintendo Switch 2 mantém o formato híbrido do antecessor, mas está fisicamente maior e mais pesado. Embora a construção pareça um pouco mais sólida na mão, o ganho de tamanho diminui a portabilidade do aparelho no dia a dia, tornando-o menos prático para carregar em bolsas ou mochilas compactas.
Nintendo Switch 2 – Imagem: Divulgação
A tela aumentou para 8 polegadas, melhorando a visualização dos jogos no modo portátil ao atingir resolução Full HD e taxa de atualização de 120 Hz. No entanto, a Nintendo optou por usar um painel LCD em vez da tecnologia OLED que já existia na versão anterior do Switch, o que resulta em cores menos vivas, pretos acinzentados e um contraste pior em ambientes muito claros.
Armazenamento e processador
O console usa um chip atualizado da Nvidia que melhora o desempenho dos jogos e permite o uso de upscaling de imagem para atingir resolução 4K na TV. Apesar do ganho gráfico, o hardware ainda fica bem atrás dos consoles de mesa concorrentes e exige bastante do sistema de resfriamento, que gera ruído perceptível de ventoinha sob carga pesada.
O espaço interno subiu para 256 GB, um avanço em relação aos 64 GB do modelo antigo, mas que continua sendo pouco espaço diante do tamanho dos jogos modernos.
Para quem compra muitos jogos digitais, a instalação de um cartão de memória MicroSD Express ainda será obrigatória a curto prazo – o que acaba sendo um gasto extra considerável, já que esses cartões são consideravelmente mais caros que os micro SD convencionais.
Jogos e retrocompatibilidade
O aparelho lê os cartuchos físicos e os jogos digitais comprados no primeiro Nintendo Switch, garantindo que o usuário não perca a biblioteca atual. Alguns jogos antigos rodam com taxas de quadros mais estáveis no novo hardware, mas a melhoria visual mais robusta depende de atualizações disponibilizadas por desenvolvedores.
Em relação a jogos exclusivos, o Nintendo Switch 2 tem como grande atrativo os principais títulos da Nintendo. Nesse primeiro ano desde o lançamento do console, já tivemos Mario Kart World, Donkey Kong Bananza, Pokémon Pokopia e Star Fox, com títulos como Fire Emblem: Fortune’s Weave, Nintendo Switch Sports Resort e The Legend of Zelda: Ocarina of Time previstos para 2026.
Nintendo Switch 2 – Imagem: Divulgação
Isso sem contar jogos de outras publishers: enquanto o primeiro Switch acabou ficando de fora do lançamento de alguns dos principais títulos dos últimos anos, o Switch 2 já recebeu jogos como Cyberpunk 2077, Final Fantasy VII Remake, Resident Evil Requiem e Indiana Jones e o Grande Círculo, com até um novo Call of Duty prometido para 2026. O catálogo de jogos independentes continua recheado, assim como foi no primeiro console.
Há um porém: alguns desses jogos podem sair a preços bastante elevados, especialmente os da própria Nintendo, que raramente faz promoções. Em julho de 2026, Mario Kart World custa R$ 439, por exemplo, enquanto Donkey Kong Bananza exige desembolsar R$ 390.
Os novos Joy-Cons abandonaram o encaixe tradicional por trilhos e agora usam um sistema de fixação magnética para se conectar ao console. Essa mudança elimina a folga mecânica que os controles antigos apresentavam com o tempo, mas impede o uso direto de qualquer acessório ou capa do Switch antigo.
É importante ressaltar que, apesar disso, acessórios do primeiro modelo seguem compatíveis com o Switch 2, mesmo que com algumas limitações. O Nintendo Switch Pro Controller, por exemplo, não consegue ligar o console pelo botão integrado, enquanto os Joy-Con antigos não podem ser acoplados, embora funcionem normalmente jogando desencaixados.
Nintendo Switch 2 – Imagem: Divulgação
A Nintendo adicionou novos sensores de vibração e um botão para chat de voz, além de uma função que permite usar o controle como mouse. Apesar das adições técnicas, a estrutura interna dos direcionais analógicos não mudou drasticamente, mantendo o receio dos consumidores sobre problemas de desgaste a longo prazo.
Pontos fortes e fracos
O Nintendo Switch 2 é uma versão aprimorada do primeiro console: tela maior, controles com novas funcionalidades, mais potência para jogos exigentes, e compatibilidade com jogos antigos, que inclusive rodam melhor no novo modelo ao se aproveitarem do novo processador.
Considerando que o primeiro Switch foi lançado em 2017 e só recebeu o sucessor em 2025, dá para imaginar que algo parecido vai acontecer agora, e este é um console para você manter por perto até algum momento da próxima década.
O lado negativo fica por conta do armazenamento: ele vem com 256 GB de espaço interno, e alguns dos jogos lançados já se aproximam de 100 GB, ou seja, já ocupam quase todo o armazenamento. A expansão exige um cartão micro SD Express, que é consideravelmente mais caro que modelos antigos.
A adoção de uma tela LCD em vez de uma OLED, mesmo sendo para não pressionar ainda mais o preço do console para cima, resulta em um display com qualidade inferior ao que a Nintendo já disponibilizava no mercado.
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