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No hype das neoclouds, novos e velhos players acirram a briga

Redação Recifes
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No hype das neoclouds, novos e velhos players acirram a briga

Neocloud é a nova corrida das infraestruturas para IA | Foto: Shutterstock A corrida pelo mercado das neoclouds ainda é nova, mas está ficando cada vez mais acirrada. Com a demanda por infraestruturas mais especializadas para suportar o aumento do uso de IA nas empresas, novos players estão conquistando espaço. E nesse hype, até nomes consagrados como o SoftBank estão entrando na competição.

Entre os novos desafiantes no mercado, a Together AI anunciou esta quinta (02) uma nova rodada, captando US$ 800 milhões em uma Série C, liderada pela Aramco Ventures, com participação de Vista Equity Partners, General Catalyst, Emergence Capital, Nvidia, March Capital, Pegatron e da S Ventures, da SentinelOne, entre outros.

Com o novo deal, a startup que aluga clusters de GPUs da Nvidia e outras infraestruturas específicas para IA subiu o seu valuation para US$ 8,3 bilhões.

O salto é considerável, já que há cerca de 16 meses, quando fez a sua Série B de US$ 305 milhões, a Together AI valia US$ 3,3 bilhões. Além disso, o hype ajudou a empresa a valer ainda mais. Em março, o The Information noticiou que ela buscava US$ 1 bilhão a um valuation de US$ 7,5 bilhões.

Segundo destacou a companhia em nota, os recursos da Série C serão usados para ampliar seu portfólio, à medida que a Together AI avança como provedora de inferência, entregando a infra para rodar modelos de IA já treinados.

“O futuro da IA não vai pertencer a um punhado de empresas. Ele vai ser construído por milhões de desenvolvedores e negócios, e os modelos open source são o que torna isso possível”, destacou Vipul Ved Prakash, CEO da Together AI, em comunicado ao público.

O interesse dos investidores reflete uma mudança de comportamento no consumo de nuvem computacional, à medida que o uso de IA avança. Cada vez mais empresas trocam os caros tokens dos modelos fechados de fronteira por modelos open source, competentes e bem mais baratos, rodados via neoclouds como a Together AI.

Segundo a própria companhia, o uso de modelos abertos triplicou no setor no último ano, com as reservas anuais (bookings) já ultrapassando a marca de US$ 1,15 bilhão. De acordo com o CEO, a empresa já possui “milhares” de clientes, com nomes conhecidos como Cursor, Cognition e Decagon fazendo parte desta carteira.

Olhando para o mercado como um todo, a onda das neoclouds está em alta, com os investidores apostando. Só no último mês, a Upscale AI levantou US$ 500 milhões (a um valuation de US$ 2 bilhões) e a TensorWave, focada em clusters de GPUs da AMD, captou US$ 350 milhões (US$ 1,55 bilhão de valuation).

Isso sem contar nomes ainda mais hypados como Nebius e CoreWeave, que chegou a fazer seu IPO no ano passado a um valuation de US$ 14 bilhões e hoje já vale cerca de US$ 45 bilhões.

Até os gigantes entraram na dança: o SoftBank criou uma subsidiária para tocar seu próprio negócio de neocloud nos EUA. A SB Neo, que será incorporada em Delaware em julho de 2026, planeja estrear no ano fiscal de 2027, oferecendo a empresas e hyperscalers dos EUA capacidade para treino e inferência de IA, com meta de chegar a 10 gigawatts por volta de 2030.

Para ajudar, a SB Neo ainda possui um trunfo na manga: os cerca de US$ 65 bilhões que a SoftBank já investiu na OpenAI dão à subsidiária um provável cliente-âncora, um negócio que, segundo a projeção, pode triplicar ou quadruplicar o lucro operacional anual da SoftBank Corp.

Quem também entrou na corrida foi a Meta, que anunciou esta semana que está montando sua própria operação de revenda de capacidade.

O tamanho do prêmio ajuda a explicar a fome. Segundo a Gartner, até 2030 as neoclouds vão capturar 20% de um mercado de nuvem para IA estimado em US$ 267 bilhões, provedores construídos sob medida para cargas de trabalho de IA e alta performance, desafiando o domínio dos hyperscalers, como AWS, Azure e Google.

“As neoclouds oferecem diferenciação por meio de desempenho superior em cargas de trabalho de IA, modelos de implantação flexíveis e um forte compromisso com a soberania de dados, muitas vezes a um preço mais competitivo”, afirma Enrique Castera, analista sênior da Gartner. “À medida que a demanda por cargas de trabalho intensivas em GPU acelera e os modelos tradicionais de nuvem têm dificuldade para acompanhar o ritmo, criam-se as condições para uma nova classe de provedores construídos sob medida para entregar infraestrutura de IA em escala”. O post No hype das neoclouds, novos e velhos players acirram a briga apareceu primeiro em Startups.

Artigo originalmente publicado em startups.com.br
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