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"Novo normal": Lenovo faz previsão pessimista sobre preço de memórias RAM e SSDs

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"Novo normal": Lenovo faz previsão pessimista sobre preço de memórias RAM e SSDs
O "RAMpocalipse" está longe de acabar. Na verdade, ela acabou de começar, é o que acreditam muitos executivos de gigantes da indústria de hardware. A Lenovo é ainda mais pessimista, já que ela acha que a atual situação está longe de sua pior fase. E vai além: os preços deve continuar aumentando até depois de 2030 e esse pode ser o novo normal, uma possibilidade terrível para o consumidor. Em um evento na China, a Lenovo, que é uma das maiores OEMs do mundo e marca que você vê em todo jogo da Copa do Mundo, disse que a trajetória da subida dos preços acabou de começar. Ou seja, os gráficos de valores continuam subindo de forma inclinada por anos na visão da empresa. Lenovo acredita que expansão de fábricas não será o suficiente A Lenovo sempre está em contato com as distribuidoras de memória, e por isso, ela conseguiu ter uma ideia maior dessa situação. Para ela, mesmo que a Samsung, SK hynix e Micron acelerem a construção de novas fábricas, isso não será suficiente para atender toda a demanda vinda dos data centers. A empresa não deixou claro se isso pode acontecer pelas projeções erradas, ritmo muito acelerado de construção de novos complexos de data centers, ou qualquer outro motivo. -Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.- Esses chips são disputadíssimos na indústria hoje (Imagem: Samsung/Reprodução) O encarecimento dos chips DRAM e NAND começou em meados de outubro de 2025 de forma muito acelerada. Até fevereiro desse ano, os preços haviam se estabilizado, mas a Lenovo acredita que essa estabilização não será uma realidade, já que os preços devem continuar subindo até o final dessa década e pode até mesmo passar de 2030. Todo esse fenômeno é causado pela gigantesca demanda por IA. Desde que o ChatGPT se popularizou, tanto a OpenAI, como outras gigantes (Google, Microsoft, xAI, entre várias outras), começaram a expandir suas capacidades para atender os usuários atrás de inteligência artificial; seja pela pessoa no celular brincando, como uma grande empresa que precisa da ferramenta para otimizar o trabalho. E isso tem acontecido de forma tão acelerada, com cada vez mais data centers sendo construídos, que a necessidade por chips aumenta na mesma proporção. Por isso, esse segmento tem abocanhado grande parte da DRAM e NAND do mundo, deixando pouco para o consumidor, que enfrenta preços inflacionados por conta da escassez. Leia a matéria no Canaltech.
Artigo originalmente publicado em canaltech.com.br
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