Os medicamentos da classe GLP-1, também conhecidos como canetas emagrecedoras, estão transformando a sociedade profundamente. Além do seu tratamento eficaz para diabetes e obesidade, que são problemas graves de saúde, podemos observar efeitos nas mais diversas indústrias.
Do visual de famosos no tapete vermelho ao tamanho das porções e pratos em restaurantes, além da redução e mudança no carrinho de compras em supermercados, tudo parece estar mudando.
No auge da empolgação com esses princípios ativos, até companhias aéreas norte-americanas chegaram a projetar economia de combustível com uma possível redução de peso dos passageiros e, consequentemente, das aeronaves.
Com a quebra da patente da semaglutida (princípio ativo do Ozempic e Wegovy, detida pela Novo Nordisk) em março, farmacêuticas e redes de farmácias comemoraram, pela expectativa do aumento de receitas vindo dos medicamentos genéricos. O mercado também aguardava impactos bastante positivos para as ações de empresas ligadas a esse movimento.
Mas, assim como o medicamento parece deixar de fazer efeito depois de um tempo, com a adaptação do metabolismo à redução da oferta de energia, o entusiasmo com as ações de companhias ligadas à saúde na bolsa também passou.
A repórter Bia Azevedo explica qual é o grande vilão para essas ações e o que esperara para o mercado daqui para frente. Ela também revela qual é o papel que mais sofre com o novo problema enfrentado pelo setor das canetas emagrecedoras. Confira nesta matéria aqui.
Esquenta dos mercados
Não conseguimos escapar da mira da metralhadora tarifária de Donald Trump.
A partir da próxima quarta-feira (22), o governo norte-americano passará a aplicar uma taxa adicional de 25% aos produtos brasileiros, segundo anúncio do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês), realizado ontem (15).
Enquanto isso, as tensões no Oriente Médio seguem escalando em meio a mais uma rodada de ataques de Washington contra o Irã. Apesar disso, os preços do petróleo iniciam o dia em leve queda, após três dias de alta.
Já as bolsas asiáticas fecharam o pregão desta quinta-feira (16) majoritariamente em baixa, pressionadas pelo aumento dos juros pelo Banco da Coreia (BoK) pela primeira vez em três anos e meio.
O destaque ficou por conta do tombo de mais de 6% do índice sul-coreano Kospi, também afetado pela forte queda das ações das gigantes Samsung Electronics (-8,77%) e SK Hynix (-11,53%) em meio às persistentes dúvidas sobre os investimentos em inteligência artificial.
A pressão nos mercados chegou à Europa também. Diante da escalada do conflito entre EUA e Irã e das perdas no setor de semicondutores, as bolsas da região amanhecem no vermelho.
Em Wall Street, os índices futuros de Nova York caminham em direções opostas, enquanto investidores aguardam a divulgação de balanços do segundo trimestre deste ano. O destaque fica por conta da Netflix, que publica os resultados após o fechamento do pregão de hoje.
A agenda econômica desta quinta-feira é composta também por dados de vendas no varejo norte-americano e brasileiro, além de pedidos de auxílio-desemprego nos EUA.
Além disso, por aqui os investidores acompanham os desdobramentos da recuperação extrajudicial da Oncoclínicas (ONCO3), que afirmou ter recebido uma oferta não vinculante do grupo IG4.
Outros destaques do Seu Dinheiro:
AO LUXO E ALÉM
Muito além dos bilionários, Dubai atrai investidores com metro quadrado mais barato que Nova York. Especialista conta como a tensão no Oriente Médio tem afetado o mercado imobiliário no emirado, as vantagens de não pagar imposto e onde estão as melhores oportunidades.
QUASE RENDA FIXA
Ninguém sabe a trajetória dos juros, mas o BofA indica as ações mais defensivas para atravessar essa turbulência. A volatilidade dos juros no Brasil aumenta o interesse por ações defensivas, com fluxo de caixa estável e dividendos.
ESTRATÉGIA DE EXPANSÃO
Primeira farmácia do Assaí (ASAI3) é a pílula que vai salvar o atacarejo? O que os executivos esperam da estratégia. Assaí abre a primeira unidade de farmácia dentro de um supermercado desde a autorização da lei que foi sancionada em março; expectativa é inaugurar mais 250 lojas.
RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL
Sobrou para o investidor de novo: o que acontece com os CRIs da Oncoclínicas (ONCO3) agora? A recuperação extrajudicial da Oncoclínicas expõe 40 mil investidores a dívidas bilionárias, em mais um processo que penaliza os credores.
12º LUGAR
Trânsito, barulho e… felicidade: São Paulo é eleita uma das cidades mais felizes do mundo em ranking global. Levantamento da Time Out colocou capital paulista entre Montreal e Valência em 2026; cidade ainda aparece em outros rankings internacionais que avaliam felicidade, qualidade de vida e atratividade urbana.
ATENÇÃO, ACIONISTA!
Copel (CPLE3) mexe nas regras do jogo, altera parâmetros financeiros e estica prazos. O que acontece com os dividendos? Com nova meta de alavancagem de 2,9 vezes, a elétrica recalcula sua estrutura ótima de capital; entenda o impacto da mudança para quem tem as ações.
LUZ NO FIM DO TÚNEL
Aumento de capital bilionário e fim da recuperação judicial: o que o investidor precisa saber da nova fase da Light (LIGT3). A distribuidora de energia fluminense emitiu 238 milhões de novas ações e pediu o fim definitivo da recuperação judicial; entenda o que muda para o acionista.
OLÉ!
O drible de Messi nos investimentos: Argentina passa Brasil e México e vira a favorita dos gestores. No campo das finanças, o favoritismo histórico não garante vitória. A Argentina, partindo de uma base muito depreciada e com expectativas limpas, transformou-se no ativo tático predileto dos gestores que buscam surpresas positivas na região, segundo o BofA.
NOVA LIDERANÇA
Nubank (ROXO34) está arrumando a casa na América Latina: depois de virar banco no México, nomeia Livia Chanes como CEO da região. Nubank quer fortalecer a expansão latino-americana com um novo cargo de CEO; os diretores regionais do México e Colômbia agora passam a se reporter à Livia Chanes.
CAMIL EM QUEDA LIVRE
Por que a Camil (CAML3) caiu mais de 18% na bolsa mesmo com um trimestre forte? Após a Camil (CML3) divulgar os resultados do primeiro trimestre fiscal de 2026, mercado reage negativamente ao balanço.
HORA DE COMPRAR
Um ‘plus’ para investir: o que colocou a Cury (CURY3) entre as favoritas do BTG Pactual para buscar lucros com ESG? Construtora foi incluída em carteira com as melhores ações ligadas a princípios sustentáveis, sociais e de governança; veja as recomendações.
EM SETEMBRO
Melhor vinícola do mundo realiza nova edição da vindima em São Paulo; saiba como participar. Promovida pela Vik Retreats, festa em São Paulo celebra a colheita simbólica da melhor vinícola do mundo no 50 Best 2025.
SEM POSTO RUIM
Motoristas agora podem conferir qualidade de postos de combustível com novo app da ANP. Ferramenta reúne avaliações, histórico de fiscalizações e dados dos postos.
AÇÕES A MAIS
ISA Energia (ISAE4) lança oferta que pode movimentar R$ 1,3 bilhão para pagar conta da Axia e fortalecer caixa. ISA Energia anuncia oferta primária de até 44,4 milhões de ações para levantar R$ 1,3 bilhão e pagar dívida com Axia Energia após troca de ativos.
TECNOLOGIA
A corrida da IA mudou de sentido? Segundo a IBM, empresas estão apostando em outra frente de investimento. Segundo a companhia, as empresas anteciparam compras de servidores e equipamentos para inteligência artificial, reduzindo os gastos com softwares.
VACAS MAGRAS
MBRF (MBRF3) passou da validade? XP corta preço-alvo e enxerga um potencial de valorização da ação mais limitado. Mesmo com uma melhora nas operações da América do Sul, a XP Investimentos decidiu cortar o preço-alvo das ações da MBRF3 (MBRF3), mas manteve recomendação.
BANCO CENTRAL
Novo Desenrola faz dinheiro esquecido nos bancos despencar quase 40% em apenas um mês. Dinheiro esquecido nos bancos e em outras instituições financeiras do país caiu de cerca de R$ 10 bilhões em abril para R$ 6,24 bilhões em maio.
GERAÇÃO DE CAIXA
MRV&Co (MRVE3) quer vender ativos da Luggo por R$ 166 milhões para um fundo imobiliário. Os empreendimentos passarão a compor o portfólio de um FII gerido pela JiveMauá. A expectativa é que a operação seja concluída ao longo deste trimestre.
O PESO DO PETRÓLEO
Guerra no Oriente Médio faz ação da Braskem (BRKM5) virar uma montanha-russa: qual o real impacto para o balanço da empresa? Enquanto o conflito eleva o preço do petróleo e alimenta apostas no setor petroquímico, analistas afirmam que os maiores desafios da companhia continuam dentro de casa.
DORMINDO NO PONTO
Quase R$ 2 bilhões parados no FGC: credores do Banco Master ainda podem pedir reembolso. Credores do banco e de outras instituições associadas a ele podem consultar e solicitar os valores pendentes diretamente pelo app do FGC.
MAIS DESCANSO
7 em cada 10 brasileiros são a favor do fim da escala 6×1; o que está travando a proposta de sair do papel? Empresários ainda mantêm resistência sobre os efeitos da medida nas companhias e na economia.
MUDANÇAS NO PORTFÓLIO
RBVA11 ganha novo inquilino para imóvel deixado por Santander, mas vacância ainda é uma sombra para os rendimentos. O início efetivo da locação, no entanto, depende da desocupação do imóvel pelo banco, que ainda é o atual inquilino do edifício.
O QUE EXPLICA?
É difícil entender por que a Ânima quis comprar a FMU: “não compensou”, diz BTG ao cortar recomendação para ANIM3, que despenca 30%. A companhia afirma que a recompra da instituição abre uma nova avenida de crescimento em São Paulo e fortalece sua estratégia no ensino presencial, digital e semipresencial. Já o banco avalia que o preço pago foi elevado, reduz o potencial de dividendos e muda a tese de investimento da empresa.
CINEMA
A maior cinebiografia da história: filme de Michael Jackson alcança US$ 1 bilhão nas bilheterias. A cinebiografia de Michael Jackson superou US$ 1 bilhão em bilheteria, quebrando o recorde de 'Bohemian Rhapsody' e se tornando a obra mais lucrativa do gênero mundialmente.
PREÇO RECORDE
Leiloado por R$ 255 milhões, tiranossauro ‘Gus’ se torna o esqueleto de dinossauro mais caro do mundo. Fóssil de Tiranossauro rex acaba de ser vendido por um valor recorde de US$ 50,1 milhões a um comprador anônimo; leilão foi promovido pela Sotheby's.
SUCESSO À MESA
Negócios à mesa: um guia de restaurantes para almoços corporativos em São Paulo. Diferentes locais para diferentes propósitos, estes restaurantes unem boa gastronomia a ambientes ideais para cada tipo de encontro.
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