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O “gás” que faltava na carteira? XP revela por que comprar Compass (PASS3) — e salto de 50% nas ações é só um dos motivos

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A Compass (PASS3) chegou há pouco à B3, mas já começa a reunir uma torcida relevante entre as casas de análise. A ação mal completou um mês de estreia na bolsa, mas a XP Investimentos já vê espaço para uma valorização de 50% nas ações até o fim de 2027.  A corretora iniciou a cobertura da empresa com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 36,70.   Por trás da aposta está uma combinação que costuma atrair o mercado: uma operação de distribuição de gás capaz de gerar caixa de forma previsível e uma frente de negócios que pode acelerar o crescimento nos próximos anos.  Para a XP, a Compass reúne uma base defensiva — ancorada em ativos como a Comgás — e uma avenida de expansão menos óbvia, mas potencialmente mais rentável: a Edge, plataforma de comercialização e serviços de gás da companhia.  A base defensiva da Compass  Para a XP, o primeiro motor da tese está nas distribuidoras de gás natural.   A Compass reúne ativos em algumas das regiões economicamente mais relevantes do país, com destaque para a Comgás, além de Sulgás, Necta e Compagas. A empresa também possui participações minoritárias em outras operadoras.  Juntas, essas distribuidoras representam 48% do mercado brasileiro de distribuição de gás natural. Na visão da XP, o portfólio combina concessões reguladas, demanda relativamente resiliente e espaço para crescimento recorrente ao longo dos próximos anos.  “A empresa tem um portfólio premium de distribuição de gás natural nas partes economicamente mais desenvolvidas do Brasil, o que proporciona fluxos de caixa previsíveis e crescimento constante”, afirmam os analistas.  Esses ativos respondem por um Ebitda (que mensura o potencial de geração de caixa operacional de um negócio) recorrente de R$ 4,4 bilhões.   Na visão da corretora, é essa geração de caixa que dá à Compass uma espécie de colchão financeiro: permite manter a distribuição de dividendos e, ao mesmo tempo, bancar investimentos em novas frentes de negócio.  A lógica é a de uma empresa que parte de uma operação madura e regulada, mas não pretende ficar restrita a ela.  Edge: a aposta para acelerar o crescimento  É na Edge que a XP enxerga a parcela mais relevante do potencial adicional da Compass.   A plataforma reúne as atividades de comercialização, infraestrutura e soluções energéticas da companhia, com o Terminal de Regaseificação de São Paulo (TRSP), em Santos, como um de seus principais ativos.  O terminal permite à empresa importar, armazenar e regaseificar Gás Natural Liquefeito (GNL), ampliando a capacidade de atendimento a clientes que não estão conectados à malha tradicional de gasodutos — o chamado mercado off-grid.  Mas, para a XP, o valor da Edge não está apenas em levar gás a regiões onde a rede não chega. A plataforma também dá à Compass flexibilidade para capturar oportunidades em diferentes mercados.  Por meio de um contrato com a TotalEnergies, a empresa consegue otimizar cargas de gás natural conforme as condições de preço no Brasil e no exterior. Quando o preço internacional sobe, a companhia pode redirecionar volumes e atender parte da demanda local com fontes mais competitivas.  Em 2025, essa estratégia de otimização de cargas gerou R$ 695 milhões em receita para a Edge, segundo o relatório.  A estimativa da XP é que cerca de R$ 1,2 bilhão em investimentos adicionais possa gerar entre R$ 350 milhões e R$ 400 milhões em fluxo de caixa recorrente incremental.   PASS3: o que pode dar errado?  Contudo, a tese positiva dos analistas para Compass também não está ilesa dos riscos do mercado e de execução.   A XP cita riscos regulatórios, a velocidade de fechamento de novos contratos pela Edge e a capacidade da empresa de transformar oportunidades de mercado em resultados recorrentes.  O ambiente macroeconômico também permanece no radar. Juros elevados por mais tempo aumentam o custo de capital e podem exigir maior seletividade na alocação de recursos, especialmente em uma companhia que ainda tem projetos relevantes de expansão pela frente.  Mesmo assim, a XP considera que a relação entre risco e retorno é atrativa.   Pelos cálculos da corretora, a Compass negocia a uma taxa interna de retorno (TIR) real de 13%, patamar considerado interessante para uma empresa que combina ativos regulados, geração de caixa previsível e exposição a uma frente de crescimento no mercado de gás. The post O “gás” que faltava na carteira? XP revela por que comprar Compass (PASS3) — e salto de 50% nas ações é só um dos motivos appeared first on Seu Dinheiro.
Artigo originalmente publicado em www.seudinheiro.com
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