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O que é segurança da informação? Conheça os pilares fundamentais da área

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InfoSec é fundamental para a privacidade dos dados (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)



A segurança da informação é fundamental para empresas, governos ou pessoas pois oferece confidencialidade, integridade e disponibilidade dos dados, impedindo vazamentos, alterações ou roubo de informações por terceiros.



Só nos Estados Unidos, o custo médio de uma violação de dados atingiu o recorde histórico de US$ 10,22 milhões em 2025 — segundo relatório divulgado pela IBM. Isso evidencia o quão importante é a segurança da informação para a sustentabilidade de uma empresa.



A seguir, conheça os principais pilares da área, as ferramentas mais usadas e tire suas dúvidas.



ÍndiceO que é segurança da informação?Qual é a importância da segurança da informação?Quais são os pilares da segurança da informação?Quais são as principais ferramentas e técnicas de InfoSec?Quais são os exemplos de ameaças à segurança da informação?Qual é a diferença entre segurança da informação e cibersegurança?



O que é segurança da informação?



Segurança da informação protege dados de organizações ou indivíduos por meio de diretrizes, estratégias e políticas que garantem confidencialidade, integridade e disponibilidade — os três pilares da tríade CID. O conceito de InfoSec também abrange documentos físicos fora do ambiente digital.



Qual é a importância da segurança da informação?



A InfoSec assegura a continuidade dos negócios, preserva a reputação da marca e garante a privacidade de clientes.



Estruturar essa proteção gera vantagem competitiva e reduz custos com incidentes cibernéticos. Segundo o relatório Cost of a Data Breach Report da IBM Security, uma única violação de dados custou, em média, R$ 7,19 milhões às organizações brasileiras em 2025.



O relatório ainda aponta que, em todo o mundo, o custo médio de uma violação de dados para as empresas foi de US$ 4,44 milhões no mesmo ano.







Cidadãos brasileiros têm sofrido com constantes vazamentos de dados (Imagem: Guilherme Reis / Tecnoblog)



Quais são os pilares da segurança da informação?



A segurança da informação segue uma estrutura chamada de Tríade CID: Confidencialidade, Integridade e Disponibilidade.




Confidencialidade: restringe o acesso a dados a usuários autorizados, utilizando criptografia e senhas;



Integridade: evita a alteração não autorizada ou acidental de dados;



Disponibilidade: assegura que as informações e os sistemas usados para o armazenamento e visualização desses dados estejam acessíveis sempre que necessário; garante a prevenção contra ataques DDoS, por exemplo.




Além dos três pilares essenciais, outros dois princípios são frequentemente associados à InfoSec: Autenticidade e Não-Repúdio.



O primeiro busca confirmar a autenticidade dos dados, sistemas ou usuários, para garantir que não há intrusos ou informações equivocadas que possam comprometer um negócio.



Já o segundo garante que uma ação realizada por um usuário não possa ser negada. Isso assegura que o autor de um documento não possa alegar falsamente que não o criou ou enviou, por exemplo.



Quais são as principais ferramentas e técnicas de InfoSec?



Uma série de ferramentas, práticas e técnicas são usadas em InfoSec:




EDR/XDR (Endpoint/Extended Detection and Response): ferramenta de InfoSec que monitora o comportamento de dispositivos de uma empresa para encontrar ameaças escondidas que possam afetar a integridade dos dados;



IDS/IPS (Sistemas de Detecção e Prevenção de Intrusão): ferramenta que analisa o envio e recebimento de pacotes de dados para identificar atividades suspeitas; enquanto o IDS monitora o tráfego de uma rede, o IPS atua para bloquear possíveis ameaças;



SIEM (Security Information and Event Management): centraliza, correlaciona e analisa logs de múltiplos dispositivos de rede em tempo real para identificar ameaças;



SOAR (Security Orchestration, Automation, and Response): sistema que conecta todas as ferramentas de segurança coordenando ações automatizadas em resposta às ameaças encontradas. Todo esse sistema permite a resolução de problemas de segurança em segundos, mitigando os efeitos;



DLP (Data Loss Prevention): conjunto de estratégias voltado a garantir que dados confidenciais ou críticos de uma empresa não deixem a rede sem autorização, seja por espionagem ou ataque hacker;



IAM (Identity and Access Management): recurso em InfoSec que faz a gestão do acesso de dados por profissionais da empresa. Define quais permissões cada usuário do sistema terá acesso para controlar a privacidade dos dados;



Firewall: uso de firewall avançado que atua em conjunto com outras ferramentas na inspeção de pacotes. Com base em um conjunto de regras pré-definidas, decide se permite ou bloqueia a passagem de tráfego;



Criptografia: atua na execução dos três pilares fundamentais da segurança da informação, protegendo dados em trânsito, armazenados e em uso. É comum o uso de criptografia simétrica e assimétrica;



DevSecOps: significa Desenvolvimento, Segurança e Operação. É um método de trabalho que adiciona ferramentas de segurança em todas as etapas do desenvolvimento de uma solução, aumentando a segurança e reduzindo custos.








A criptografia é uma técnica de segurança usada para codificar e decifrar dados (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)



Quais são os exemplos de ameaças à segurança da informação?



As principais ameaças à segurança da informação são ataques realizados por outras pessoas a um sistema, visando o roubo de dados e credenciais de acesso:




Ransomware: sequestro de sistemas operacionais e servidores por meio de criptografia maliciosa, paralisando as atividades e exigindo resgate financeiro para a liberação do acesso;



Phishing: disseminação em massa de comunicações falsas para induzir usuários a revelarem senhas de acesso ou baixarem arquivos maliciosos;



Ataques à Cadeia de Suprimentos (Supply Chain): injeção de código malicioso em softwares, ferramentas ou componentes de fornecedores para comprometer os clientes finais daquela tecnologia;



Ataques DDoS (Distributed Denial-of Service): saturação de servidores, APIs ou links de internet por redes de dispositivos infectados (botnets), interrompendo a disponibilidade de serviços digitais;



Ameaças Internas (Insider Threats): vazamento de propriedade intelectual, roubo de dados ou sabotagem de infraestrutura causados por colaboradores ou ex-funcionários com acessos legítimos;



Ataques Zero-Day: invasões cibernéticas que exploram vulnerabilidades de software desconhecidas pelo fabricante, antes do desenvolvimento e distribuição de correções de segurança (patches);



Injeção de SQL (SQLi): manipulação de campos de entrada em aplicações web para injetar comandos que acessam, alteram ou destroem informações armazenadas no banco de dados;



Cross-Site Scripting (XSS): Iijeção de scripts maliciosos em páginas web legítimas para execução no navegador do usuário final, permitindo o roubo de cookies de sessão e credenciais ativos;



Credential Stuffing: tentativas automatizadas de login em massa utilizando listas de usuários e senhas vazadas em incidentes de terceiros, explorando a reutilização de credenciais por parte dos usuários;



Ataques Man-in-the-Middle (MitM): interceptação ilegal de dados entre duas partes, permitindo a leitura ou alteração do tráfego em conexões de rede não cifradas ou Wi-Fi públicas.




Qual é a diferença entre segurança da informação e cibersegurança?



A segurança da informação foca na proteção de todos os tipos de dados. Isso inclui desde documentos e registros em papel até arquivos armazenados em sistemas, mídias removíveis e dados transmitidos por redes, garantindo também que acessos não autorizados, alterações indevidas e perdas acidentais não aconteçam.



Já a cibersegurança é um tipo de categoria dentro da segurança da informação, com foco em proteger redes, sistemas e dados contra ataques cibernéticos e riscos virtuais.
O que é segurança da informação? Conheça os pilares fundamentais da área
Artigo originalmente publicado em tecnoblog.net
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