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O que esperar da nova fase da Azul (AZUL3), depois de chegar à elite de Wall Street

Redação Recifes
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O que esperar da nova fase da Azul (AZUL3), depois de chegar à elite de Wall Street
Foto: Franco Monsalvo / Pexels

Depois que a Azul (AZUL; AZUL3) trocou de bolsa nos EUA e finalizou sua reestruturação financeira nos EUA, conhecida como Chapter 11, ela tem novos planos ambiciosos.

A aérea teve a migração dos seus ADSs — os recibos dos papéis negociadas em Nova York — aprovada, e saiu da bolsa secundária Nyse American para a principal Nyse ontem (9).

Para quem tem as ações AZUL3, negociadas na brasileira B3, nada muda. Essa migração veio logo depois de sua listagem nos EUA, em junho, um marco da sua reestruturação financeira.

Agora, sendo negociada na elite de Wall Street, ela tem duas novas metas importantes.

A primeira é a desalavancagem. Em fato relevante divulgado ontem (9), a companhia aérea disse que pretende atingir uma relação entre dívida líquida e Ebitda inferior a 1,5 vez até 2029, "consolidando o processo de redução do endividamento e fortalecimento da estrutura de capital iniciado com a conclusão da reestruturação da companhia".

Quando a abriu o processo de Chapter 11 nos EUA — semelhante à recuperação judicial — em maio, essa relação era de 5,1 vezes. Já no primeiro trimestre deste ano, a relação é de 2,4 vezes.

A segunda é criação de valor ao acionista. A empresa busca alcançar um valor de mercado 150% superior ao atual até 2029, "por meio da combinação de crescimento operacional sustentável, expansão do Ebitda, disciplina na alocação de capital e desalavancagem progressiva".

Hoje, o valor de mercado da empresa é de R$ 8,66 bilhões. Ou seja, a ideia é chegar a um valor de R$ 21,65 bilhões.

A companhia, no entanto, destacou que as metas constituem objetivos estratégicos de médio prazo, baseiam-se nas estimativas e expectativas da administração na presente data e não representam garantia de desempenho futuro.

Novo capítulo para a Azul

Com a relistagem nos EUA, a companhia aérea quer provar que está em uma nova fase. “A Azul está de volta, muito mais forte e com fontes de receita muito mais diversificadas”, afirmou o CEO da Azul, John Rodgerson.

"Após nossa bem-sucedida reestruturação, saímos como uma empresa mais forte, com governança aprimorada, uma estrutura de capital simplificada e uma base sólida para a criação de valor a longo prazo”, afirmou em comunicado.

“A Azul está de volta, muito mais forte e com fontes de receita muito mais diversificadas”, afirmou o executivo.

O CEO destacou que o processo de recuperação judicial nos Estados Unidos durou menos de um ano e deixou a companhia com um balanço patrimonial mais fortalecido. The post O que esperar da nova fase da Azul (AZUL3), depois de chegar à elite de Wall Street appeared first on Seu Dinheiro.

Artigo originalmente publicado em www.seudinheiro.com
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