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O que existe dentro do Sol? Novo estudo revela detalhe inesperado

Redação Recifes
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O que existe dentro do Sol? Novo estudo revela detalhe inesperado
Foto: Kari Alfonso / Pexels

O Sol possui uma quantidade de prata maior do que os cientistas imaginavam. Segundo um estudo da Universidade de Uppsala, na Suécia, a estrela contém cerca de 55% mais desse elemento do que apontavam as estimativas anteriores.

A descoberta foi possível graças a um novo modelo de análise da atmosfera solar, que revelou uma composição mais precisa da estrela e ajudou a explicar uma antiga diferença entre os valores de prata encontrados no Sol e em meteoritos formados no início do Sistema Solar.

A prata que estava “escondida” no Sol

Apesar de ser composto principalmente por hidrogênio e hélio, o Sol também reúne pequenas quantidades de elementos mais pesados, como carbono, ferro e prata. Esses materiais representam apenas 1,5% da massa da estrela, mas carregam informações importantes sobre a formação do Universo.

A pesquisa foi conduzida por Sema Caliskan, estudante de doutorado do Departamento de Física e Astronomia da Universidade de Uppsala. Para ela, conhecer melhor a composição solar ajuda a entender outros objetos espalhados pelo espaço.

“Os novos conhecimentos sobre a composição do Sol são importantes para entender outras estrelas, planetas e materiais cósmicos, porque o Sol é um dos principais pontos de referência da astronomia”, afirmou Caliskan.

Elementos pesados são produzidos no interior das estrelas e também durante explosões estelares. Depois desses eventos, eles passam a integrar novas gerações de estrelas e planetas.

Luz solar revelou um novo cálculo

Para medir a quantidade de prata presente no Sol, os cientistas analisaram a luz da estrela usando espectroscopia. A técnica identifica marcas específicas deixadas pelos átomos na luz observada.

Essas marcas, chamadas de linhas espectrais, funcionam como uma impressão digital dos elementos químicos. Cada material produz um padrão próprio, permitindo calcular sua presença na atmosfera solar.

O avanço ocorreu porque a equipe criou um modelo mais detalhado da estrela, combinando uma simulação das camadas externas do Sol com cálculos aprimorados sobre o comportamento dos átomos de prata.

O novo método também levou em conta efeitos que não apareciam nos modelos anteriores. O resultado foi uma estimativa 55% maior da quantidade de prata existente no Sol.

A descoberta pode contribuir para:

  • Melhorar estudos sobre a composição de outras estrelas;
  • Entender a origem de elementos pesados no Universo;
  • Investigar como planetas e materiais cósmicos se formam;
  • Analisar a evolução química da Via Láctea.

Meteoritos ajudaram a confirmar a descoberta

Durante anos, havia uma diferença entre a quantidade de prata medida no Sol e a encontrada em meteoritos considerados quimicamente primitivos. Como os dois surgiram da mesma nuvem de gás e poeira há cerca de 4,6 bilhões de anos, a expectativa era que os valores fossem semelhantes.

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A nova estimativa aproximou os resultados e reduziu esse antigo problema de medição.

“Com nosso novo modelo, conseguimos interpretar com mais precisão as linhas espectrais usadas para determinar a abundância de prata no Sol”, explicou Caliskan.

A equipe pretende aplicar o mesmo método em outras estrelas para investigar como a prata e outros elementos foram distribuídos pelo Universo ao longo do tempo.

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Artigo originalmente publicado em olhardigital.com.br
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