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O satélite nuclear que pode levar energia a lugares extremos

Redação Recifes
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O satélite nuclear que pode levar energia a lugares extremos
Foto: Sam Jotham Sutharson / Pexels

Um pequeno satélite lançado pela SpaceX pode marcar uma nova etapa na exploração espacial. O BOHR, desenvolvido pela City Labs, chegou ao espaço para testar uma fonte de microenergia baseada em trítio.

Segundo a Science, a missão avalia uma tecnologia que busca oferecer energia contínua para equipamentos espaciais, especialmente em ambientes onde depender apenas da luz solar é um desafio.

A SpaceX lançou o satélite BOHR em um Falcon 9 durante a missão compartilhada Transporter-17. – Imagem: Findaview/Shutterstock

Satélite leva teste inédito para a órbita

O BOHR (Betavoltaic Orbital High-Reliability) viajou ao espaço em 7 de julho a bordo de um foguete Falcon 9, durante a missão compartilhada Transporter-17. O lançamento aconteceu na Base da Força Espacial de Vandenberg, na Califórnia.

O foguete carregava 81 cargas úteis e começou a liberar os equipamentos em órbita cerca de 50 minutos depois da decolagem. Entre os dispositivos enviados estava o cubesat da City Labs, empresa com sede na Flórida.

A missão serve como demonstração da tecnologia NanoTritium, uma fonte de microenergia betavoltaica que converte partículas beta liberadas pelo decaimento radioativo do trítio em eletricidade por meio de um semicondutor.

Este é um passo histórico para a energia nuclear comercial no espaço. Peter Cabauy, CEO da City Labs, em comunicado.

O polo sul da Lua está entre os destinos que podem se beneficiar de novas fontes de energia espacial. – Crédito: Douglas Matos – iStockPhoto

Nova fonte de energia mira ambientes difíceis

Apesar do avanço, o BOHR ainda depende de energia solar para suas operações gerais. O objetivo do teste é avaliar uma alternativa que, no futuro, poderá ajudar equipamentos espaciais a trabalhar em locais onde os painéis solares têm pouca eficiência.

Entre as aplicações esperadas para essa tecnologia estão:

Missões espaciais de longa duração;

Equipamentos instalados em áreas com pouca luz solar;

Exploração de regiões permanentemente sombreadas da Lua;

Novos usos comerciais e de defesa no espaço.

O polo sul lunar é uma das regiões que despertam interesse para esse tipo de solução. O local é alvo das missões Artemis da NASA por causa da presença de gelo de água, recurso considerado importante para futuras atividades humanas na Lua.

Lançado por um Falcon 9, o satélite BOHR testa uma nova fonte de energia baseada em trítio para missões espaciais. – Imagem: Michael Vi / Shutterstock

Energia nuclear compacta entra na exploração espacial

A City Labs afirma que sistemas baseados em trítio apresentam baixos níveis de radiação e podem ser preparados para transporte, manuseio e integração em lançamentos comerciais.

“O BOHR demonstra que sistemas de energia nuclear seguros, compactos e aprovados pelos órgãos reguladores estão prontos para implantação comercial de rotina”, declarou Cabauy.

O projeto recebeu financiamento por meio de um contrato com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos e, segundo a empresa, foi a primeira missão movida a energia nuclear autorizada pelas normas da Federal Aviation Administration (FAA) para lançamentos desse tipo.

O resultado do teste poderá ajudar a definir os próximos passos de tecnologias compactas de energia para missões espaciais privadas e governamentais. O post O satélite nuclear que pode levar energia a lugares extremos apareceu primeiro em Olhar Digital.

Artigo originalmente publicado em olhardigital.com.br
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