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Observatório Vera C. Rubin inicia o maior levantamento já feito sobre o Universo

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O Observatório Vera C. Rubin deu início, nesta terça-feira (30), à operação científica da Legacy Survey of Space and Time (LSST), programa que observará o céu do hemisfério sul durante uma década a partir do Chile. A iniciativa marca o começo da principal missão do complexo e pretende criar o mais amplo registro contínuo das transformações do Universo. Mantido por instituições científicas dos Estados Unidos, o projeto utilizará um sistema capaz de registrar imagens em alta resolução em intervalos de poucos segundos, reunindo um volume inédito de informações sobre fenômenos astronômicos. Os dados deverão servir de base para pesquisas sobre a evolução do cosmos, do Sistema Solar e de estruturas ainda pouco compreendidas. O início oficial das operações ocorre após a conclusão das etapas de testes, validações técnicas e preparação dos sistemas do observatório, que passou por um período de otimização desde a divulgação de suas primeiras imagens, em 2025. Levantamento acompanhará o céu por dez anos e produzirá um dos maiores bancos de dados da astronomia Observatório Vera C. Rubin, instalado no cume da montanha Cerro Pachón, no deserto do Atacama, Chile – Crédito: H.Stockebrand/RubinObs/NOIRLab/SLAC/DOE/NSF/AURA Instalado no Cerro Pachón, no Chile, o Observatório Vera C. Rubin foi concebido para registrar repetidamente quase todo o céu do hemisfério sul ao longo dos próximos dez anos. A estratégia permitirá acompanhar desde mudanças graduais até eventos extremamente rápidos, formando uma sequência cronológica sem precedentes da atividade do Universo. O diferencial do equipamento está na combinação entre grande capacidade de captação de luz, amplo campo de visão e rapidez na obtenção das imagens. A câmera digital de 3.200 megapixels produzirá um novo registro aproximadamente a cada 40 segundos, permitindo detectar objetos muito pouco luminosos e fenômenos transitórios com elevada precisão. Entre os principais objetivos científicos da LSST estão a investigação da matéria escura, da energia escura, da formação das galáxias, da evolução do Universo e do comportamento de estrelas variáveis, explosões de supernovas e outros eventos passageiros. O levantamento também permitirá identificar ocorrências que ainda sequer são conhecidas pela comunidade científica. Registro do Aglomerado de Virgem incluindo as galáxias espirais NGC 4411 e NGC 4411b. Um pouco acima, em dourado, um trio de galáxias interagindo. Crédito: Observatório Vera C. Rubin/NSF/DOE O observatório também deverá ampliar significativamente o conhecimento sobre o Sistema Solar. Durante a fase inicial de otimização, realizada antes do início oficial da pesquisa, foram identificados mais de 11 mil asteroides até então desconhecidos, incluindo 33 objetos próximos da Terra e 380 corpos transnetunianos. Além da descoberta de novos corpos celestes, o projeto produzirá um fluxo contínuo de informações para pesquisadores de diferentes áreas. Todas as noites, cerca de dez terabytes de dados serão coletados, enquanto sistemas automatizados distribuirão até sete milhões de alertas sobre alterações detectadas no céu para que observatórios em todo o mundo possam realizar observações complementares. Conforme explicou Željko Ivezić, chefe da LSST, a autorização para o início da pesquisa ocorreu somente após uma análise detalhada do desempenho técnico do observatório, que avaliou aspectos como qualidade das imagens, velocidade da pesquisa, disponibilidade operacional, confiabilidade dos sistemas e precisão das calibrações. O post Observatório Vera C. Rubin inicia o maior levantamento já feito sobre o Universo apareceu primeiro em Olhar Digital.
Artigo originalmente publicado em olhardigital.com.br
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