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Óleo de coco em excesso pode causar obesidade e ansiedade, aponta estudo

Óleo de coco em excesso pode causar obesidade e ansiedade, aponta estudo

O óleo de coco conquistou espaço nas prateleiras e nas rotinas de quem busca uma alimentação mais saudável, mas um estudo conduzido pelo Laboratório de Distúrbios do Metabolismo da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) lança um alerta importante: o consumo prolongado desse produto como suplemento alimentar pode fazer mais mal do que bem.

De acordo com os pesquisadores responsáveis pela investigação, a ingestão contínua e em doses elevadas de óleo de coco está associada ao ganho de peso corporal, ao desenvolvimento de comportamentos semelhantes à ansiedade e ao aumento de marcadores inflamatórios no organismo. Esses marcadores são indicadores biológicos que sinalizam processos inflamatórios em curso, frequentemente ligados a doenças crônicas como diabetes, problemas cardiovasculares e síndrome metabólica.

O ponto central da descoberta está na distinção entre consumo moderado e suplementação. Incorporar pequenas quantidades de óleo de coco ao preparo de alimentos é diferente de utilizá-lo de forma concentrada e sistemática como suplemento, prática que se popularizou em dietas como a low carb e a cetogênica. É justamente nesse segundo cenário que os riscos parecem se manifestar com mais intensidade, segundo os dados coletados pelo grupo da Unicamp.

A composição lipídica do óleo de coco, rica em gorduras saturadas de cadeia média, já é alvo de debate entre especialistas em nutrição e cardiologia há anos. Embora defensores do produto defendam que esse tipo de gordura é metabolizado de forma diferente pelo corpo, a comunidade científica ainda não chegou a um consenso sobre seus benefícios a longo prazo — e estudos como este reforçam a necessidade de cautela antes de transformar qualquer alimento em solução milagrosa.

A recomendação dos especialistas é clara: antes de adotar qualquer suplementação, incluindo a de óleo de coco, é fundamental buscar orientação de um nutricionista ou médico. O contexto individual de cada pessoa, como histórico de saúde, peso, nível de atividade física e outras condições clínicas, deve guiar as escolhas alimentares — e não modismos, por mais atrativos que pareçam.

Artigo originalmente publicado em g1.globo.com
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