🌊 Negócios em Emersão  ·  Vamos Emergir?  ·  Cadastre-se e ganhe 50 REC de bônus

Ondas de calor: por que as mulheres sofrem mais com o aumento das temperaturas

Redação Recifes
0 visualizações
Ondas de calor: por que as mulheres sofrem mais com o aumento das temperaturas

Quando o termômetro sobe, nem todos sofrem as consequências da mesma forma. Mulheres enfrentam desafios particulares durante ondas de calor que vão além do desconforto comum. Especialistas apontam uma combinação de fatores biológicos, sociais e econômicos que as tornam mais vulneráveis aos efeitos devastadores do calor extremo, demandando estratégias de proteção específicas.

Do ponto de vista fisiológico, o corpo feminino responde diferente às temperaturas elevadas. Mulheres possuem uma capacidade de termorregulação reduzida em comparação aos homens, afetando a forma como lidam com o calor. Além disso, flutuações hormonais naturais podem intensificar a sensação térmica e reduzir a eficiência do sistema de resfriamento corporal. Esses aspectos biológicos, frequentemente negligenciados nos protocolos de saúde pública, deixam mulheres em desvantagem quando o clima se torna adverso.

A questão, porém, ultrapassa o biológico. Desigualdades sociais e econômicas amplificam a exposição feminina ao risco. Mulheres ocupam frequentemente empregos informais, sem acesso a ambientes climatizados ou direito a pausas durante picos de calor. Gestantes, idosas e mães solo enfrentam pressões adicionais para manter a rotina mesmo sob condições perigosas. A dupla ou tripla jornada de trabalho e cuidado doméstico deixa menos tempo para descanso e hidratação adequada.

A precariedade habitacional também afeta desproporcionalmente a população feminina. Mulheres em situação de vulnerabilidade social costumam viver em ambientes com má ventilação, sem acesso a água potável suficiente ou recursos para climatização mínima. Durante ondas de calor, essas residências se tornam verdadeiros fornos, aumentando riscos de desidratação, golpe de calor e complicações de saúde pré-existentes.

Especialistas defendem que políticas públicas reconheçam essas vulnerabilidades específicas. É necessário expandir campanhas de conscientização direcionadas às mulheres, criar espaços públicos climatizados de acesso livre, garantir direitos trabalhistas que protejam a saúde feminina em períodos críticos e investir em infraestrutura habitacional resiliente ao calor. Reconhecer que mulheres enfrentam riscos diferenciados é o primeiro passo para construir cidades e sociedades verdadeiramente preparadas para os desafios climáticos do século 21.

Artigo originalmente publicado em www.bbc.co.uk
Compartilhar:

Comentários

Seja o primeiro a comentar!