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OpenAI lança chip Jalapeño e põe pimenta na corrida da IA

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OpenAI lança chip Jalapeño e põe pimenta na corrida da IA
OpenAI (Imagem: Shutterstock/JarTee) A OpenAI agora também tem um chip para chamar de seu. Ela anunciou nesta quarta-feira (24) seu primeiro silício, chamado “Jalapeño” (sim, o mesmo nome da pimenta originária do México), com design desenvolvido internamente e cuja produção será feita em parceria com a americana Broadcom. A intenção da OpenAI de produzir o próprio silício já tinha sido adiantada pelo Startups em fevereiro de 2025, mas na época ainda não se tinha uma previsão de lançamento do chip. Agora, ao tirar o projeto do papel, a dona do ChatGPT entra de vez na mesma prateleira de gigantes como Google e Amazon, que também estão na corrida do hardware proprietário. Para se ter uma ideia, a Google desenvolve há anos suas Tensor Processing Units (TPUs), processadores criados especificamente para aplicações de inteligência artificial e amplamente utilizados tanto em seus produtos quanto em sua divisão de computação em nuvem. Já a Amazon investe nos chips Trainium e Inferentia, utilizados para treinamento e inferência de modelos de IA dentro da infraestrutura da AWS. Diferentemente das GPUs tradicionais utilizadas em data centers, o Jalapeño é um ASIC (sigla em inglês para “Circuito Integrado de Aplicação Específica”). Na prática, isso significa que o circuito foi desenhado sob medida para executar a inferência, processo em que a IA utiliza seus parâmetros treinados para processar novos dados e gerar respostas em tempo real. “O Jalapeño foi concebido com flexibilidade para operar com todos os LLMs, guiado pelos insights da OpenAI sobre as demandas de inferência de modelos de IA atuais e futuros em todo o setor”, anunciou a empresa. Por ser altamente especializado, o hardware é menos flexível que as GPUs convencionais utilizadas em data centers, mas pode oferecer ganhos de eficiência para cargas de trabalho específicas. Aliviando o cashburn? Operar modelos de linguagem em escala global exige bilhões de dólares em infraestrutura e energia. Com os testes iniciais do Jalapeño demonstrando uma eficiência de performance por watt “substancialmente melhor do que o estado da arte atual”, segundo a própria OpenAI, a empresa mira diretamente na redução do custo operacional. “O Jalapeño faz parte da nossa estratégia de longo prazo de infraestrutura full-stack para tornar a computação mais abundante, resultando em uma IA mais rápida, confiável e acessível para pessoas e empresas”, disse o presidente e cofundador da companhia, Greg Brockman. Traduzindo a estratégia para o lado financeiro, o chip próprio pode ajudar a OpenAI a reduzir sua dependência das GPUs da Nvidia, hoje principal fornecedora de hardware para inteligência artificial. Ao controlar uma parcela maior de sua infraestrutura, a empresa também ganha espaço para reduzir custos operacionais e aumentar a eficiência de suas operações. Embora amostras de engenharia do Jalapeño já estejam rodando em laboratório testes com modelos avançados, a implementação em larga escala nos data centers da OpenAI ainda deve levar um tempo: está prevista para começar no final de 2026. O post OpenAI lança chip Jalapeño e põe pimenta na corrida da IA apareceu primeiro em Startups.
Artigo originalmente publicado em startups.com.br
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